Os esforços são para salvar o bioma que já registra mais de 517 mil hectares consumidos pelo fogo, segundo dados do Lasa-UFRJ,
(Foto: Cabo Benites e Marinheiro Gian)
A Operação Pantanal 2024 de combate aos incêndios no bioma completou 80 dias de atuação nesta quinta-feira, 20 de junho. Devido o longo período de estiagem, a temporada de incêndios deste ano foi antecipada e, tem exigido grandes esforços dos profissionais envolvidos. Além dos mais de 100 Bombeiros militares empenhados nas ações, a operação conta com brigadistas do Prevfogo/Ibama, militares da Marinha do Brasil e do Exército e ainda voluntários das brigadas das comunidades.
De acordo com relatório divulgado pelos Bombeiros, 13 militares continuam combatendo o fogo na região do Abobral. As chamas estão próximas da Curva do Leque e do Porto da Manga. Além do combate, equipes realizam o monitoramento da evolução do fogo.
Na região de Porto Murtinho, quatro militares atuam no combate ao incêndio detectado pelo Sistema de Comando de Incidentes (SCI) em Campo Grande. O fogo está próximo da Barranco Branco e da base avançada de Porto Murtinho, onde outras duas frentes de combate atuam com militares do Exército Brasileiro. Na Nhecolândia, em Corumbá, outra a guarnição, com 8 militares, atuam no combate.
Foco de calor no Forte Coimbra segue sendo monitorado pelo SCI, o fogo está próximo da base avançada da região. Próxima à ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, equipe deslocada da base Avançada de Corumbá está combatendo o fogo que foi detectado na tarde de ontem.
Nesta quinta-feira, foram utilizados quatro caminhões de combate a incêndio, três camionetes equipadas com kits pick-up, mochilas costais, sopradores e equipamentos de proteção individual. os Bombeiros reforçam que nesta sexta-feira, 21 de junho, toda as guarnições continuarão nos locais mencionados até o extermínio total do fogo. Os bombeiros enviados na missão se deslocaram para o local da ocorrência sem previsão de retorno.
Situação das queimadas
De acordo com dados do Programa de Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o número de focos de incêndios no Pantanal neste ano já supera o registrado no mesmo período de 2020, ano recorde de queimadas em todo o bioma. As queimadas nos seis primeiros meses de 2024 já são 8% maiores em comparação com 2020.
No ano de 2020, até então o pior ano para o Pantanal, de acordo com especialistas, cerca de 26% do bioma foi consumido pelo fogo durante vários meses. Neste ano, o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa-UFRJ) já registrou mais de 517 mil hectares consumidos pelo fogo em todo Pantanal. A área queimada é quase quatro vezes o tamanho do território da cidade de São Paulo. O bioma tem 16 milhões de hectares.
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