A temporada do fogo começou antes do esperado no Pantanal.
(Foto: Divulgação)
O mês de junho ainda está na metade, mas já registra o recorde de focos de incêndio dos últimos 22 anos em Mato Grosso do Sul. De acordo com série histórica do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que tem dados a partir de 1998, junho de 2024 já registra 1.154 focos. Antes, o recorde para o mês tinha sido em 2005: 435 focos. A média de incêndios em junho é de 154.
No ano de 2020, quando o Pantanal tinha sofrido a pior temporada de incêndios até então, num cenário que tingiu de cinza a maior planície alagável do mundo, as chamas ganharam força a partir de julho (1.684 focos) e perdurou até setembro (8.106 incêndios). A antecedência cada vez maior da temporada de incêndios cada vez maior, preocupa autoridades e ambientalistas.
O Instituto SOS Pantanal divulgou na última terça-feira (11) dados alarmantes do Lasa (Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais), da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Levantamento revela que o acumulado de áreas queimadas de janeiro a maio de 2024 já superou em 39% o registrado no mesmo período de 2020, o pior ano da série histórica, com 332 mil hectares queimados em 2024 contra 239 mil hectares em 2020.
Os reflexos do fogo no Pantanal chegam nas áreas urbanas de Corumbá e Ladário, onde a presença da fumaça e da fuligem ocorre diariamente. As condições prejudicam a saúde das pessoas, que devem redobrar os cuidados com a hidratação e permanecerem em alerta para possíveis problemas respiratórios. Informações do CG News.
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