Incêndios atingem região do Paraguai Mirim e propriedades à margem do rio Paraguai.
(Foto: DivulgaçãoIHP)
Dois incêndios atingem o Pantanal de Corumbá neste momento. Da região do Porto Geral é possível avistar um grande volume de fumaça produzida pelo fogo que avançou sobre a vegetação de pequenas propriedades localizadas às margens do Rio Paraguai desde o final de sábado, 1º de junho. As chamas pintaram o céu de vermelho na noite de ontem.
Outro incêndio de maior porte avança desde antes, na véspera do feriado de Corpus Christi, 30 de maio. O fogo consume a região do Paraguai Mirim, uma área remota, de acesso bem mais difícil.
Coronel Ângelo Rabelo, do Instituto Homem Pantaneiro, que acompanha os dois episódios de incêndios, acredita que ambos foram causados pela ação humana. "Sem dúvidas. Pode ter sido um manejo de fogo nas áreas particulares, ou para abrir pasto, ou para pegar iscas. Saiu do controle", sugere.
Não há informações sobre o tamanho da área afetada até agora. Equipes do Corpo de Bombeiros e brigadistas do instituto tentam combater as chamas, mas o tempo seco e a ventania atrapalham.
Cidade tem amanhecido encoberta pela fumaça provocada por incêndios. Foto: Divulgação/IHPRabelo acredita que no incêndio mais recente, o que é visto do porto, o fogo vai atingir a margem do Rio Paraguai e, naturalmente, as águas irão apagá-lo. Quanto ao outro, o trabalho é mais difícil e demorado. "O fogo está sem controle, avançando até a fronteira com a Bolívia", diz Rabelo.
Ângelo Rabelo avalia que o Pantanal precisa de novas estratégias para combater os incêndios.
"As imagens são assustadoras. Existe névoa seca, as condições climáticas não são favoráveis, mas isso é consequência de ações humanas irresponsáveis. Precisamos intensificar nossos esforços com campanhas, aplicação de multas, tudo o que possa coibir acidentes como esses", começa.
Outras medidas que ele cita são "rever as medidas administrativas de multas e o plano de prevenção e combate a fogo, para ver se o tempo de resposta [das brigadas] está compatível com as características da região, que tem áreas remotas, de difícil acesso. É preciso ser mais ágil", finaliza.
Informações do CG News.
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