A espécie possui baixa taxa de crescimento populacional e está na lista de animais ameaçados de extinção.
(Foto: divulgação/ICAS)
A tatu-canastra Isabel, monitorada há 12 anos pelo projeto do ICAS (Instituto de Conservação de Animais Silvestres), foi flagrada por câmeras na Nhecolândia, Pantanal de Corumbá, exibindo seu filhote recém nascido, o quatro que due aluz desde que começou a ser monitora pela iniciativa.
Pesquisadores celebram o nascimento do filhote tatu-cadastra devido a espécie estar na lista de animais ameaçados de extinção. Isabel foi a primeira da espécie a receber um transmissor de rádio, tornando-se uma representante importante dos tatus-canastra, considerados os maiores tatus do mundo. Eles podem chegar a até 1 metro de comprimento.
Segundo o presidente e fundador do ICAS, Arnaud Desbiez, é difícil realizar o monitoramento de um indivíduo em vida livre por tanto tempo, mas que ao longo desses anos, Isabel não apenas desbravou os campos abertos, mas também proporcionou descobertas valiosas, tornando-se uma fonte inestimável de informações sobre hábitos alimentares, padrões de movimentação, interações sociais e de reprodução da espécie.
“Através do estudo realizado com Isabel, constatamos que as fêmeas atingem a maturidade sexual entre 7 e 9 anos, têm gestações de 5 meses e geram apenas um filhote a cada 3 a 4 anos. Essa baixa taxa de crescimento populacional coloca a espécie na lista de animais ameaçados de extinção. Ou seja, as características que tornam cada tatu-canastra único e precioso indicam que a espécie pode se extinguir localmente facilmente”, explicou Arnaud.
Segundo o pesquisador, ao longo de sua vida, Isabel contribuiu para a definição de novos parâmetros na pesquisa científica e também deixou um legado de esperança para a continuidade da espécie no ecossistema do Pantanal. “Desde 2010, quando iniciamos as pesquisas na fazenda Baías das Pedras, na região pantaneira da Nhecolândia, monitoramos mais de 40 indivíduos de tatu-canastra. No entanto, Isabel é o que temos monitorado por mais tempo, e ao longo dos anos, este animal foi o que mais nos proporcionou conhecimento valioso sobre a espécie”, disse Arnaud.
Receba as notícias no seu Whatsapp. Clique aqui para seguir o Canal do Capital do Pantanal.
Leia Também
Bombeiros atendem cinco ocorrências de queda de árvores em Corumbá e Ladário
Idoso morre e dois ficam feridos em capotamento na estrada para Forte Coimbra
Sol e tempo firme marcam a quarta-feira em Corumbá e Ladário
Análise técnica afasta riscos após colisão de barcaças na ponte sobre o Rio Paraguai
Andorinha recebe prêmio e fica entre as dez marcas mais bem avaliadas do setor
MPMS recorre para aumentar punição de funkeira e organizadores por show erótico em Corumbá
Copa Integração de Futebol Amador começa neste fim de semana em Corumbá
Bombeiros combatem cinco incêndios simultâneos em Corumbá
Temporal na madrugada derruba árvores e atinge carro em Corumbá e Ladário