Entre abril e maio deste ano, 124 crianças foram encontradas em situação de trabalho infantil em MS, segundo Ministério do Trabalho.
(Divulgação/Cidade Dom Bosco)
Entre os meses de abril e maio deste ano, 124 crianças e adolescentes foram encontrados em situação de trabalho infantil em Mato Grosso do Sul. Conforme o Ministério do Trabalho, responsável pelos dados, MS foi o estado com maior número de crianças e adolescentes encontrados em situação de trabalho infantil, seguido por Minas Gerais. Em todo o território nacional, foram, pelo menos, 345 casos somente neste ano.
Diante do cenário alarmante, a Cidade Dom Bosco direcionou todas as atividades do PCAF (Programa Crianças e Adolescentes Felizes) para trabalhar o tema “combate a exploração do trabalho infantil”, no mês de junho. No dia 12 de junho, foi celebrado o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil.
Neste mês, as oficinas do PCAF realizaram pesquisas, rodas de conversa, produção de panfletos e cartazes e também apresentações artísticas com a temática.
A educanda Emanuelly Lobo, da oficina de dança, diz que a coreografia montada e apresentada pela turma mostra dois momentos: o sofrimento pela perda da infância na exploração do trabalho e no final a superação de todas as dificuldades tendo um final feliz. “É uma realidade que acontece em todo mundo, mas no final mostra o momento feliz em que a pessoa consegue ajuda com seus colegas e professores”, explica.
Para o educando Arturo Pedro Garcia, “há muita criança e adolescente que sofre perdendo sua infância, mas aqui no PCAF nós aprendemos que têm outras oportunidades na vida para crescer e tem onde buscar ajuda”.
Responsável pelo PCAF, a educadora Karen Simões explica que cada oficina preparou uma apresentação sobre o tema. Paródia, rap, dança, encenação, teatro, depoimentos baseados em histórias reais e produção de documentário sobre a exploração do trabalho infantil foram alguns recursos usados pelos educandos.
“O material foi gravado e será postado nas redes sociais da Cidade Dom Bosco para que possa ser compartilhada com a população e os pais e responsáveis das crianças e adolescentes. Esta é uma forma de fazermos a mensagem chegar a mais pessoas”, destaca.
Ao som do rap “Diga não”, composto pelas crianças da oficina de artes do período matutino, houve ainda um pedágio em frente da instituição em que folders e cata-ventos produzidos pelos adolescentes da oficina de Libras, do período vespertino, foram entregues aos condutores que passavam pela rua 13 de junho. A ação contou com a parceria da Agetrat, que acompanhou os adolescentes e educadores na atividade.
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