Dos quase 2 mil animais silvestres capturados pela PMA em 2022, 99 foram vítimas de atropelamento.
(Divulgação/PMA)
A Polícia Militar Ambiental realiza captura de animais há mais de 35 anos nos lugares mais inusitados, como, ouriço em edifício, capivara dentro de armários e fossas, antas dentro de piscina e em tanques de tratamentos de esgotos, jacarés em lagoas de tratamento de indústria e dentro de residências, gambá dentro de máquina de lavar e em forro de residências, serpentes e lagartos em áreas de motores e dentro de veículos, tamanduá-bandeira dentro de churrasqueira e de fossa e dormindo em quarto onde havia crianças, entre outros.
No ano passado (2022), Policiais Militares Ambientais do Estado capturaram 1.904 animais silvestres, dentre estes, resgates de vários animais vítimas de atropelamentos nos centros urbanos e rodovias, número 33% inferior ao ano de 2021 (2.841). No ano de 2021, o número havia sido 25% superior com relação ao ano de 2020 (2.268) que já havia sido 28% superior a 2019 (1.766), e superior 26,77% em 2018 (1.393). Este ano, a média foi de 5,2 animais capturados diariamente. Os principais bichos capturados são aves.
Do total de 1.904 animais silvestres, 99 foram resgatados depois de serem vítimas de atropelamentos. Dos 99 atropelados, 65 deles foram resgatados em rodovias federais e estaduais e 34 animais nos centros urbanos. A maior parte desses animais são encaminhados ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), localizado na Capital. No interior alguns são soltos nas redondezas, depois de laudos de médicos veterinários e biólogos constatando que são bravios e daquele habitat, da região de onde foram capturados. Os números também não abrangem os animais vítimas de tráfico e também os animais que são apreendidos com infratores que os criavam ilegalmente em cativeiro, os quais são também encaminhados ao CRAS.
As características acertadas das cidades de Mato Grosso do Sul de conservar muitas áreas de flora nos perímetros urbanos, também conserva a fauna ali existente, em um ambiente fragmentado, o que leva a fauna a adentrar os locais habitados. Por exemplo, Campo Grande, que possui grandes reservas florestais e parques, além dos parques lineares de córregos e áreas verdes municipais, favorece à fauna e, essa convivência entre essa fauna sinantrópica e a população gera alguns conflitos, como: adentrar residências, ruas, estabelecimentos comerciais, atropelamentos, bem como há a necessidade muitas vezes, de se fazer o trabalho de captura, devido à fauna adentrar áreas que corram riscos, ou que haja riscos às pessoas.
Além de tudo isso, o desmatamento legal e também o ilegal, que acontecem nas circunvizinhanças das cidades, reduzem o habitat e alimento da fauna silvestre, que cada vez mais, precisa percorrer maiores distâncias na migração em busca de alimentos e abrigos e acabam adentrando os perímetros urbanos.
Leia Também
Dos 454 novos cargos do MPMS, 100 são efetivos e divisão por município ainda será definida
Show de Prêmios vai ajudar a manter atividades de equoterapia em Corumbá
Feriado de aniversário pode ter ônibus gratuito em Corumbá
Leapmotor C10 REEV e novo Jeep Avenger serão apresentados em Corumbá
Bombeiros fazem resgate fluvial de duas alunas de escola rural no Pantanal
Quarta-feira de sol forte e calor intenso em Corumbá e Ladário
Corumbá conquista títulos nas oito modalidades da Fase Regional dos JAMS 2026
Jovem fica ferida após queda de bicicleta elétrica no centro de Corumbá
Bombeiros resgatam cachorra presa no vão entre duas casas em Ladário