Escola de Porto Esperança após a reforma com contrapartida social da Lhg Mining.
(Foto: Clóvis Neto/PMC)
Os moradores do distrito ribeirinho de Porto Esperança, em Corumbá, começaram a quarta-feira, 16 de setembro, celebrando conquistas históricas para a comunidade. Em uma cerimônia realizada pela manhã, foi entregue a reforma geral da Escola Municipal Rural de Educação Integral Polo Porto Esperança e Extensões. O projeto foi viabilizado por meio de uma cooperação com a mineradora LHG Mining.
O prefeito Dr. Gabriel Alves de Oliveira não pôde comparecer à solenidade, sendo representado pela secretária municipal de Educação, Elizama Medina. O evento também contou com a participação do diretor de Operações da LHG Mining, Lúcio Cavalli, e da líder comunitária Ingrid Aparecida de Oliveira Barbosa, que representou os moradores locais.
A unidade de ensino faz parte do programa de Escolas do Campo e das Águas e atende, em período integral, 31 estudantes que vão desde a Educação Infantil (Pré I e II) até o 9º ano do Ensino Fundamental. Por estar localizada em uma área ribeirinha de difícil acesso no coração do Pantanal, a estrutura escolar desempenha um papel fundamental para as famílias tradicionais da região.
A execução das obras ficou sob a responsabilidade da LHG Mining. O prédio recebeu uma reestruturação completa que incluiu reformas estruturais nas quatro salas de aula, reforço nas paredes, troca de portas, janelas, cobertura e de toda a rede hidráulica, além de pintura interna e externa. Os banheiros foram totalmente renovados com novos boxes, chuveiros e vasos sanitários.
Ao portal Capital do Pantanal, o diretor Lúcio Cavalli destacou que a iniciativa faz parte do Termo de Responsabilidade Social da mineradora. "Esse empreendimento foi feito a partir de demandas apresentadas pela própria comunidade por meio de uma escuta ativa, e hoje estamos entregando tudo pronto", afirmou.
Sobre a atuação da mineradora na região, Lúcio Cavalli explicou que, desde que a LHG Mining assumiu as operações, uma série de investimentos estratégicos vêm sendo realizados, englobando adequações na mina e nas usinas, o fortalecimento do relacionamento com a comunidade e a capacitação do porto.
“Quero deixar claro que não estamos aqui pensando no hoje ou no amanhã. Nós temos um projeto de longo prazo. Possuímos depósitos de 1,4 bilhão de toneladas de minério que possibilitam a operação por mais de 50 anos, e é exatamente isso que queremos fazer: manter uma relação de crescimento e desenvolvimento com o poder público e, principalmente, com as comunidades onde atuamos. O nosso programa é desenvolver a mina, mas sem passar por cima de ninguém e atendendo aos interesses de ambas as partes”, destacou o diretor.
Em contato direto com a comunidade, o Capital do Pantanal conversou com a A moradora, Vilma Iarzão, proprietária de uma pousada na região. Ela aprova a atuação da Lhg Mining junto à comunidade e é categória em afirmar que a qualidade de vida em Porto Esperança melhorou muito com a chegada da nova mineradora.
"Hoje nós temos a irrigação da estrada para combater a poeira, temos essa ponte maravilhosa, o posto de saúde, uma praça boa com academia ao ar livre e uma escola que é até melhor que as da cidade. A Lhg arrumou toda nossa rede de abastecimento de água e ainda deu um reservatório para cada morador. Eu tenho a Lhg como uma mãezona da nossa comunidade”, declara a moradora.
Quase sete décadas de história na educação pantaneira
A atuação da rede pública de ensino em Porto Esperança teve início em 1958, no prédio da SSCH, sob o nome de Escola Barão do Rio Branco. Dois anos depois, o local foi rebatizado como Escola Rural Mista de Porto Esperança. Ao longo das décadas, a escola passou por diversas transformações para se adequar à realidade e ao fluxo dos moradores ribeirinhos.
Em 2005, tornou-se uma unidade polo e, no ano seguinte, passou a ofertar as turmas finais da educação básica e a Educação de Jovens e Adultos (EJA). A configuração atual foi consolidada em 2014, respeitando o Decreto Municipal nº 1.375, que reorganizou as escolas rurais de Corumbá conforme as características geográficas e culturais de cada comunidade pantaneira.
Saneamento e fim dos problemas com água
A Sanesul, também em conjunto com a LHG Mining, finalizou a implantação de sete quilômetros de novas tubulações. A obra substituiu a rede antiga, implantou novos ramais residenciais e conectou mais de 60 imóveis à rede de água potável.
Para garantir a segurança hídrica da população nos períodos de maior consumo, foi instalado um novo reservatório com capacidade para 50 mil litros de água. Complementando a estrutura, a Sanesul investiu recursos próprios para modernizar a captação de água bruta no Rio Paraguai, adquirindo uma nova estrutura flutuante e dois conjuntos de motobombas de alta eficiência.
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