Novas fissuras identificadas na estrutura da ponte sobre o rio Paraguai.
(Foto: Divulgação)
As condições da Ponte Poeta Manoel de Barros, sobre o Rio Paraguai, na BR-262, voltaram a ser discutidas na Câmara de Corumbá diante das intervenções realizadas na estrutura e dos impactos das interdições para moradores de Porto Esperança. Um requerimento apresentado pelo vereador Yussef Salla solicita uma vistoria técnica, a elaboração de um laudo de risco e a avaliação sobre a necessidade de decretar situação de emergência no local.
O documento foi encaminhado à Superintendência Municipal de Proteção e Defesa Civil e cita problemas como buracos, fissuras e ferragens expostas, além da operação em meia pista pelo sistema pare-e-siga. A intenção é que uma análise técnica indique as atuais condições da estrutura e aponte se há elementos que justifiquem a adoção de medidas emergenciais.
A preocupação se estende principalmente a Porto Esperança, que tem na ponte sua única ligação terrestre. Em períodos de interdição, a comunidade pode enfrentar dificuldades de deslocamento, abastecimento e acesso a serviços. Caso um eventual laudo indique a necessidade de situação de emergência, o município poderá buscar medidas e recursos junto a órgãos estaduais e federais para atendimento à população durante períodos de restrição na travessia.
Além da vistoria, outro requerimento encaminhado à Agesul e ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) pede informações sobre as regras adotadas para a circulação de veículos pesados enquanto a ponte opera no sistema pare-e-siga.
Entre os pontos questionados estão a quantidade máxima de caminhões, carretas e ônibus que pode permanecer simultaneamente sobre a estrutura, o espaçamento mínimo exigido entre veículos pesados e os limites de peso por veículo e por eixo durante as intervenções.
Também foram solicitados eventuais laudos ou pareceres estruturais atualizados que indiquem a carga máxima admissível na ponte, além de informações sobre a sinalização das restrições temporárias, a responsabilidade técnica pelo controle do tráfego e os critérios utilizados para liberar comboios de caminhões.
A justificativa apresentada no requerimento é de que o pare-e-siga controla o sentido de circulação, mas, sozinho, não determina a quantidade de peso concentrada sobre a estrutura. Por isso, a Câmara pede que os órgãos responsáveis informem quais parâmetros técnicos estão sendo utilizados durante a passagem de veículos de grande porte.
Com 1.890 metros de extensão, a ponte é um dos principais pontos da BR-262 na ligação rodoviária da região e permanece sob intervenções. Os pedidos agora dependem de resposta dos órgãos responsáveis para esclarecer as condições da estrutura e as medidas adotadas para controlar o tráfego durante os trabalhos.
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