Corumbá perdeu 7,17% dos habitantes e foi ultrapassada por Três Lagoas, com aumento de 34,9%.
(Divulgação/PMC)
A prévia do Censo 2022, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostra que a população de Dourados teve aumento de 36,2% em 12 anos, o maior índice entre os cinco maiores municípios de Mato Grosso do Sul. Campo Grande registrou crescimento de 22,8%, acima do previsto. Já Corumbá perdeu 7,17% dos habitantes e foi ultrapassada por Três Lagoas, com aumento de 34,9%.
A população da Capital passou de 766.461, registrada pelo Censo de 2010, para 942.140 moradores neste ano. Em uma década, Campo Grande ganhou 175,6 mil novos moradores. O número ficou longe da cifra de um milhão de habitantes, batida a exaustão pelos gestores, mas acima dos 916 mil estimados para o ano passado.
Segunda maior cidade do Estado, Dourados cresceu 36,2%, o maior índice entre os municípios Top 5, com a população passando de 191.638, em 2010, para 261.019 neste ano.
A cidade bateu inclusive o crescimento de Três Lagoas, com 132.651 moradores. Apesar dos investimentos bilionários em celulose e na industrialização, o município de Simone Tebet (MDB) teve crescimento de 34,9% em relação ao último censo, quando eram 98.311 habitantes.
Município mais antigo de Mato Grosso do Sul, Corumbá perdeu 7,3 mil habitantes nos últimos 12 anos. A Cidade Branca viu a população cair de 102.209, em 2010, para 94.874 habitantes neste ano.
A “Miami” sul-mato-grossense, Ponta Porã viu o número de habitantes crescer 17,8% em 12 anos, passando de 76.944 para 90.756 habitantes. Caso não perca o Assentamento Itamarati, um dos maiores do País para a criação de um novo município, a cidade na fronteira do Paraguai pode superar Corumbá no número de habitantes.
O 6º município no ranking em número de moradores é Nova Andradina, com 52.221 habitantes. Com crescimento de 18,2% em relação a 2010, quando contava com 44.170 moradores (8º no ranking estadual), a cidade ultrapassou Aquidauana (que caiu de 6º para 9º), Sidrolândia (passou de 8º para 7º) e Paranaíba (caiu de 10º para 11º).
O 7º no ranking é Sidrolândia, com crescimento de 23,4% em 12 anos, com a população passando de 41.371 para 51.075 habitantes. O 8º lugar ficou com Naviraí, com crescimento de 12,8%, passando de 45.086 para 50.868 moradores.
Em 9º lugar está Aquidauana, que teve redução de 2,88% no período, de 45.430 para 44.437 moradores. Conhecida como Portal do Pantanal, o município perde com o fim da atividade da pesca, que passou a ter caráter esportivo, e vem perdendo espaço para as cidades do agronegócio.
Em 10º ficou Maracaju, com crescimento de 14,8%. A população da cidade de Reinaldo Azambuja (PSDB) saltou de 37.669, em 2010, para 43.247 habitantes neste ano.
Os dados prévios do IBGE podem ser alterados com a conclusão do Censo Demográfico, realizado com dois anos de atraso por causada a pandemia e do corte de gastos na gestão de Jair Bolsonaro (PL).
* Com informações do IBGE e O Jacaré
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