O andor do santo da igreja Nossa Senhora da Candelária até a sede do IPHAN, no Porto Geral.
(Clóvis Neto/PMC)
O prefeito Marcelo Iunes participou da celebração do primeiro ano de registo do Banho de São João de Corumbá e Ladário como Patrimônio Cultural do Brasil. Realizada na tarde da quinta-feira, 19 de maio, a comemoração ocorreu com um cortejo de festeiros, que levaram o andor do santo da igreja Nossa Senhora da Candelária até a sede do IPHAN, no Porto Geral.
Antes de sair para o cortejo, o andor foi abençoado pelo padre Júlio César Mônaco, pároco da Matriz. Na igreja, o prefeito destacou a importância e o significado da festa de São João para a cultura corumbaense.
Prefeito destcaou que este ano a festa será especial. Foto: Clóvis Neto/PMC“Este ano o nosso São João será especial. Vai ser a primeira festa com o título de Patrimônio Imaterial do Brasil. É tradicional em nossa cidade, a quinta maior do Brasil e a única que mantém a tradição de banhar o santo nas águas do rio, em todo o País. Com esse título, a responsabilidade ficou maior ainda, é uma festa que mexe com a devoção. É uma grande festa e faremos com empenho maior para que essa tradição possa crescer ainda mais”, afirmou o prefeito Marcelo Iunes.
Diretor-presidente da Fundação da Cultura e do Patrimônio Histórico de Corumbá, Joilson Cruz, disse que o reconhecimento do IPHAN para a festa de São João tem importância fundamental para a cidade. “É a nossa história, tradição que é mantida e preservada”.
Chefe do Escritório Técnico II do Iphan/MS, Cléber Ribeiro Dias, também acompanhou a celebração. “É uma expressão muito forte, uma manifestação religiosa muito forte aqui em Corumbá, e em Ladário também. O registro vai ajudar para que outras pessoas tenham o mesmo sentimento e venham participar da festa do Banho de São João”, observou.
A aprovação do Banho de São João de Corumbá e Ladário como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil aconteceu no dia 19 de maio de 2021, durante reunião do Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). O pedido inicial foi realizado em 2010 pela Prefeitura Municipal de Corumbá, por meio da então Fundação de Cultura e Turismo do Pantanal, e a partir daí uma série de estudos, pesquisas, festejos, interações, entrevistas, coleta de materiais e cooperação geral, envolvendo o próprio Iphan, Prefeitura Municipal de Corumbá, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Conselho Municipal de Políticas Culturais, entre outros.
Os primeiros registros do Banho de São João em Corumbá e Ladário são datados do final do século XIX em jornais da época que já relatavam a forma singular dos festejos juninos nas duas cidades pantaneiras. Estudiosos afirmam que os festejos reúnem uma miscelânea de influências de povos, entre eles, os árabes e portugueses. Também marcam os festejos, o sincretismo religioso, sobretudo entre o catolicismo e as religiões de matrizes africanas.
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