José Carlos Acevedo Quevedo foi atingido por sete tiros, dois deles no pescoço.
(Arquivo/Marcos Maluf)
A informação sobre o estado de saúde do prefeito de Pedro Juan Caballero, José Carlos Acevedo Quevedo, de 53 anos, foi divulgada por seu irmão, governador de Amambay, Ronaldo Acevedo, na manhã desta quarta-feira (18).
José carlos saía de uma reunião com vereadores na sede da Câmara Municipal localizada em frente ao Palácio da Justiça na tarde de ontem (17), quando foi atacado a tiros por pistoleiros em um carro branco. Pelo menos 11 tiros de pistola foram disparados.
Conforme o jornal ABC Color, o prefeito foi atingido por sete tiros, dois deles no pescoço. No hospital, a vítima sofreu parada cardíaca e foi reanimada pela equipe médica que conseguiu reverter a situação. Em entrevista coletiva, os médicos David Peña e Fátima Medina informaram que o prefeito perdeu muito sangue. "O coração está começando a mostrar sinais de falência”, disseram os profissionais de saúde.
Ontem, a informação era de que Acevedo poderia ser transferido para outra unidade hospitalar da Capital do Paraguai, Assunção, ou até mesmo para o Brasil. Mas, segundo o governador, por enquanto não será possível fazer a transferência até que o estado de saúde do irmão se estabilize.
Durante a entrevista ao jornal paraguaio ABC Color, Ronald Acevedo, que teve a filha assassinada com outras três pessoas em ataque em Pedro Juan Caballero, em 9 de outubro do ano passado, culpou o presidente pela tragédia e afirmou que o Paraguai não tem uma política de Estado para lidar com o crime organizado. “A guerra está perdida”, disse.
Ronald disse que o irmão não havia recebido ameaças de morte. Ao ser indagado sobre as possíveis causas do ataque, o governador acredita que o crime aconteceu porque “nós fazemos nosso trabalho, como aconteceu com Pecci”. Ele fez referência ao promotor Marcelo Pecci, que atuava contra o narcotráfico e foi assassinado na semana passada na Colômbia.
Reeleito em outubro do ano passado, José Carlos Acevedo é filiado ao Partido Liberal. Poucos dias antes da eleição de outubro, ele causou polêmica ao chutar o corpo de um traficante, vítima da chacina com quatro mortes, ocorrida em frente a um centro de eventos de Pedro Juan. Entre os mortos estava a sobrinha dele, filha do governador Ronald Acevedo.
Pedro Juan Caballero é separada por uma rua de Ponta Porã (MS), a 313 km de Campo Grande. Capital do departamento de Amambay, a cidade divide com a vizinha brasileira o título de principal base do crime organizado na fronteira.
Leia Também
IBGE abre inscrições em seleção para 8,2 mil vagas de nível médio
Brasil estreia hoje na Copa do Mundo em jogo contra o Marrocos
Mega-Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 12 milhões
Fim de semana terá chuva isolada e trovoadas em Corumbá e Ladário
Do amor ao empreendedorismo: casal transforma romance em negócio doce
Cadela resgatada pelos bombeiros em Corumbá aguarda adoção
Estudo indica desafios das políticas de combate ao trabalho infantil
Identificado motorista que morreu em tombamento de carreta na BR-262
Tombamento de carreta causa morte de motorista na rotatória de acesso à Bolívia