Além da dengue, o mosquito transmite também outras doenças, como chikungunya, zika e febre amarela.
(Arquivo PMC)
Combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, é essencial neste momento. Isso porque de janeiro a abril deste ano, o número de casos deu um salto significativo em todo o Brasil: 104,5% a mais em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o Boletim Epidemiológico 15 – abril/2022, do Ministério da Saúde.
Em Mato Grosso do Sul, de acordo com Boletim Epidemiológico emitido em 6 de maio, já são mais 9 mil casos no estado, sendo Campo Grande a cidade com maior incidência, com 619 casos confirmados. Em Corumbá, boletim emitido pela secretaria municipal de saúde aponta 138 notificações e 11 casos confirmados, sem óbitos.
A prefeitura de Corumbá tem investido em mutirões de limpeza para evitar a proliferação do mosquito, através de monitoramento, os bairros com maior incidência recebem a ação de vistoria em terrenos baldios e moradias para eliminar possíveis focos.
Além da dengue, o mosquito transmite também outras doenças, como chikungunya, zika e febre amarela. Por isso, é essencial que cada cidadão faça a sua parte para mantê-lo longe, eliminando diariamente os possíveis focos, principalmente não deixando água parada.
Cada uma destas doenças apresenta sintomas parecidos, no entanto, existem particularidades. Atente-se!
Dengue:
- Febre alta, com duração de 2 a 7 dias
- Dores de cabeça
- Dores no corpo e nas articulações
- Fadiga
- Dor atrás dos olhos
- Náuseas e vômitos
- Manchas avermelhadas
Chikungunya:
- Febre
- Dores de cabeça, musculares e nas articulações
- Erupções na pele
- Fadiga
- Náuseas e vômitos
Febre amarela:
- Febre
- Dores de cabeça intensas, nas costas e em outras partes do corpo
- Fadiga
- Náuseas e vômitos
Zika:
- Febre baixa
- Dores de cabeça, musculares e nas articulações
- Dor atrás dos olhos
- Conjuntivite
- Erupções avermelhadas na pele, que causam coceira
A Prefeitura de Corumbá tem realizado mutirões de limpeza em bairros com maior incidência para eleminar focos do mosquito. Foto: Divulgação PMCInfectologista da Unimed Campo Grande Dr. Maurício Pompilio alerta “quando suspeitamos de dengue é importante estar atentos aos sinais, como dor abdominal, vômitos que impedem a alimentação e a ingestão de água e qualquer forma de sangramento é preciso procurar atendimento médico”.
O médico ressalta também que pode haver ainda queda de pressão ou até rebaixamento da consciência. “Esses sintomas merecem atenção especial e, se tratando de idosos e crianças pequenas os cuidados devem ser redobrados. Para este público é preciso procurar atendimento médico o mais rápido possível”.
Vale lembrar que quem já teve dengue uma vez pode ter novamente, porém, de tipos diferente. Portanto, o melhor a fazer é garantir o controle da doença, eliminado qualquer possibilidade de água parada, inclusive dentro de casa.
“Todos nós somos responsáveis para diminuir a proliferação desse inseto, cuidando de nossos quintais e de qualquer reservatório de água que possa existir, mesmo dentro das nossas casas. Converse com amigos, familiares e colegas de trabalho para que juntos possamos combater esse mosquito”, finaliza Dr. Pompilio.
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