São 22 estações, uma delas instalada na Serra do Amolar.
(Divulgação)
O Projeto ‘Estrutura profunda das Bacias Pantanal e Paraná’, realizado pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP) junto com outras instituições brasileiras e internacionais, vai instalar 22 estações sismográficas no Pantanal. O IHP (Instituto Homem Pantaneiro) tem prestado apoio ao projeto, principalmente no que diz respeito à logística para o transporte dos equipamentos e identificação de possíveis áreas que podem receber uma estação, na Bacia do Alto Pantanal.
Um dos lugares já escolhidos para a instalação da estação foi a RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) Acurizal, na Serra do Amolar. O local integra a Rede Amolar e é gerido pelo IHP.
“O nosso projeto consiste em instalar estações sismográficas no Brasil, agora especificamente no Pantanal. A partir destas estações, vamos poder ver como estão os sismos recorrentes no local e também fazer um estudo de solo, entender um pouco do solo do Pantanal”, explicou Daniel Rosa, engenheiro eletricista do Centro de Sismologia da USP.
A previsão é que cada estação fique instalada por dois anos. “Após a instalação, vamos retornar a cada 2, 3 meses para fazer a coleta de dados, para que sejam analisados e consigamos estudar esse solo junto com as outras estações que estamos instalando na Bacia do Pantanal”, afirma Rosa.
A partir dos dados gerados pelas estações, a intenção é investigar a estrutura profunda das bacias sedimentares do Pantanal e Paraná e caracterizar a sismicidade regional. De acordo com o projeto, embora a sismicidade no Brasil seja baixa, ondas sísmicas de regiões distantes e pequenos tremores regionais podem ser utilizados para melhor entender a estrutura interna da terra.
Devido à alta sensibilidade dos equipamentos sismográficos, a instalação dos equipamentos requer cuidados especiais, como, por exemplo, escolha de local distante de estradas movimentadas e isolamento da área para evitar ruído dos animais. “O IHP nos apoiou nesta instalação das estações, com suporte na logística e local que seriam instaladas, para que tudo fique conforme a gente gostaria”, afirma Daniel Rosa.
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