Governo diz que protestantes não querem negociar e ameaça descontar faltas do pagamento.
(El Deber)
Na manhã desta sexta-feira (18), professores da Bolívia, ocuparam ruas de diversas cidades, entre elas a capital Santa Cruz, e a ponte na fronteira com o Brasil, em Corumbá, está fechada, em protesto por melhorias para a categoria. Os educadores do país vizinho determinaram a paralisação das atividades por 24 horas.
A greve foi convocada pelos professores urbanos de Santa Cruz em apoio às medidas de pressão do setor em nível nacional, que está mobilizado há duas semanas na demanda por 10.000 itens e pelo pagamento de mais de 200.000 horas deficitárias.
O vice-ministro Puma, questionado sobre o assunto na Rádio EL DEBER, disse que se trata de um grupo de lideranças que busca destaque diante da proximidade de novas eleições no setor em maio próximo.
“Já resolvemos a maioria dos processos. Com o Ensino Rural de La Paz já acertamos o déficit das horas de carência de física e química e com isso fechamos os 9 departamentos. Na folha de pagamento de março, os professores receberão o aumento. Oferecemos o mesmo aos professores urbanos e eles não quiseram conversar ”, explicou a autoridade a tempo de lamentar que as lideranças de La Paz, Cochabamba e Chuquisaca continuem com suas mobilizações.
Para não prejudicar o currículo acadêmico, a autoridade alertou que “ninguém pode ganhar um salário sem trabalhar, se um professor não passar nas aulas, sua falta será descontada”. Cabe destacar que os professores rurais e urbanos apresentaram suas demandas ao Ministério da Educação. Após várias reuniões, o Governo oferece 3.300 itens e o pagamento de 10.272 horas deficitárias.
Por outro lado, Puma afirmou que o Conselho Nacional de Pais emitiu um voto decisivo onde pede que os professores do país sejam declarados como profissão livre.
* Informações do El Deber
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