Animais feridos em atropelamentos são encaminhados para atendimento médico no CRAS em Campo Grande.
(Divulgação PMA)
No ano de 2021, Policiais Militares Ambientais do Estado capturaram 2.841 animais silvestres nos perímetros urbanos, dentre estes, resgates de vários animais vítimas de atropelamentos nos centros urbanos e rodovias, número 25% superior ao ano de 2020 (2.268). Em 2020, o número já havia sido 28% superior com relação ao ano de 2019 (1.766), que já havia sido 26,77% superior a 2018 (1.393). No ano passado, a média foi de 7,8 animais capturados diariamente. Os principais bichos capturados são aves.
Do total de 2.841 animais, 129 foram resgatados depois de serem vítimas de atropelamento. Dos 129 atropelados, 75 deles foram resgatados em rodovias federais e estaduais e 54 animais nos centros urbanos. Houve ainda, dois casos de resgates de antas, vítimas de caçadores, que arrebentaram cabos de aço de armadilhas de caça e foram capturadas pela PMA com muitos ferimentos e em estado grave, sendo que uma delas, infelizmente foi a óbito no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), devido à gravidade dos ferimentos no pescoço proporcionados pelo cabo de aço. Não estão nesses números, três aves resgatadas nos rios, que estavam presas a anzóis de galho, quando tentavam comer a isca do petrecho ilegal de pesca.
Ressalta-se que a maior parte desses animais são encaminhados ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), localizado na Capital. No interior alguns são soltos nas redondezas, depois de laudos de médicos veterinários e biólogos constatando que são bravios e daquele habitat, da região de onde foram capturados. Os números também não abrangem os animais vítimas de tráfico e também os animais que são apreendidos com infratores que os criavam ilegalmente em cativeiro, os quais são também encaminhados ao CRAS.
As características acertadas das cidades de Mato Grosso do Sul de conservar muitas áreas de flora nos perímetros urbanos, também conserva a fauna ali existente, em um ambiente fragmentado, o que leva a fauna a adentrar os locais habitados. Por exemplo, Campo Grande, que possui grandes reservas florestais e parques, além dos parques lineares de córregos e áreas verdes municipais, favorece à fauna e, essa convivência entre essa fauna sinantrópica e a população gera alguns conflitos, como: adentrar residências, ruas, estabelecimentos comerciais, atropelamentos, bem como há a necessidade muitas vezes, de se fazer o trabalho de captura, devido à fauna adentrar áreas que corram riscos, ou que haja riscos às pessoas.
Além de tudo isso, o desmatamento legal e também o ilegal, que acontecem nas circunvizinhanças das cidades, reduzem o habitat e alimento da fauna silvestre, que cada vez mais, precisa percorrer maiores distâncias na migração em busca de alimentos e acabam adentrando os perímetros urbanos.
Leia Também
Corumbá recebe 2ª Corrida da Luta Antimanicomial em junho
Cachorro ferido é resgatado após invadir unidade militar em Corumbá
Princípio de incêndio em hamburgueria mobiliza bombeiros em Corumbá
Mega-Sena sorteia prêmio estimado em R$ 32 milhões neste sábado
Fim de semana terá sol, calor e baixa umidade em Corumbá e Ladário
Fachin nega suspeição de Kassio para decidir sobre CPI do Master
Detran-MS lança sistema para consulta rápida de portarias e normas
Corpo de Bombeiros resgata trabalhador ribeirinho ferido na região do Amolar
Homem de 64 anos é agredido com taco de sinuca na região central de Corumbá