Elementos culturais que destacam a singularidade de Corumbá não podem ser deixados de lado
26 nov
2019 - 06h36
atualizado
em 03/03/2026
às 09h20
Gesiane S. Lourenço
A história da formação de um país vasto como o Brasil, ainda que jovem em comparação ao Velho Mundo, costuma se abrir em várias pontas. Uma delas nos traz a Corumbá. Nossa cidade, fundada em 1778, tem uma história rica e uma cultura efervescente, como veremos a seguir.
A história da região começa bem antes do século XVIII. Já nos primórdios da exploração ibérica no continente sul-americano, a localidade que hoje é a cidade de Corumbá foi ocupada por portugueses e espanhóis e, posteriormente, por paraguaios, bolivianos e brasileiros. Mais à frente, naqueles que seriam os primeiros passos da Guerra do Paraguai, o local foi invadido por tropas paraguaias que desejavam começar a ocupação do território brasileiro, como lembra a matéria do portal G1.
Depois de um difícil período de recuperação após a sua retomada, em 1867, que é comemorada até hoje na cidade, Corumbá voltou a dar o ar de sua graça. Os efeitos são claros até hoje na Capital do Pantanal, um dos ecossistemas mais importantes do Brasil e, consequentemente, do mundo.
Corumbá se faz relevante no passado e no presente
Mesmo antes da invasão paraguaia, Corumbá já se destacava como entreposto comercial. Com o rio Paraguai correndo às suas margens e fazendo fronteira com a Bolívia e o Paraguai, a cidade se beneficia tanto da sua geografia e condições naturais – que a colocam em posição ideal para executar sua função de centro de comércio na região, recebendo, especialmente aos fins de semana, grande fluxo de consumidores bolivianos – quanto da população nativa e imigrante que ocupou os espaços para explorar sua economia.