Presidente da Fiems, Sérgio Longen, alerta que medidas precisam ter juros próximos ao mercado internacional.
(Foto: Ascom Fiems)
O pacote "Brasil Soberano", lançado pelo governo federal para amenizar os efeitos da alta de até 50% nas tarifas de importação dos Estados Unidos, tem gerado alerta entre empresários. O presidente da Fiems, Sérgio Longen, comentou as medidas, destacando a necessidade de juros acessíveis para crédito e maior segurança jurídica.
Entre as ações do programa, estão R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) destinados a linhas de crédito com taxas mais baixas e aumento do percentual de restituição de tributos federais.
Longen defende que o governo ofereça juros menores que a Taxa Selic para evitar a falência das empresas."As surpresas acontecem como sempre. De onde vem o dinheiro? R$ 30 bilhões vêm de resultado de aplicação financeira de dentro do BNDES. O governo não divulgou ainda a taxa de juros, então temos a expectativa de que isso possa mitigar o impacto das tarifas dos produtos exportados. Esperamos que, no mínimo, esses juros sejam parecidos com o que o mercado internacional opera, em torno de 3 a 4% ao ano. Do contrário, se forem praticados juros de Selic mais alguma taxa, as empresas vão quebrar. Entre a cruz e a espada, entendo que o empresário fique onde esteja, a menos que a gente consiga um juro de mercado internacional."
O líder empresarial também criticou a condução da política de exportações pelo governo."A gente imagina que o governo não sabe o que pode ser feito para melhorar as exportações e diz que vai devolver os impostos relativos à cadeia de produção via Reintegra por um período, para mitigar o impacto da tarifa. O governo reconhece que está cobrando impostos das exportações. Então, isso diverge um pouco da opinião quando se trata de um projeto de Brasil de exportação."
Além disso, Longen cobrou maior segurança jurídica para empresas exportadoras."O governo federal também diz que dará garantia jurídica para a operação até 2026. É outra preocupação que deixa claro que a política brasileira de exportação não tem segurança jurídica. São pontos que nos preocupam quando o governo resolve, no afogadilho, lançar um programa como esse, sem ter definido as ações que o empresário quer ouvir. A parte do governo deveria ter sido feito há tempos, de dar a segurança jurídica para quem exporta e também devolver os impostos imediatamente às empresas que estão exportando."
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