Com o novo status, Mato Grosso do Sul ganha acesso a mercados mais exigentes e potencializa sua competitividade internacional.
(Foto: Bruno Rezende/Secom)
O marco considerado histórico para a pecuária de Mato Grosso do Sul (MS), foi anunciado nesta quinta-feira, 29 de maio, durante cerimônia na 92ª Sessão Geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), realizada em Paris.
Presente na ocasião, o secretário da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck relembrou a trajetória do Estado até a conquista.
“Em 2005 tivemos a reintrodução do vírus da febre aftosa no Estado. Desde então, estruturamos nossas equipes, reforçamos as unidades de fiscalização, investimos na educação sanitária do produtor e mantivemos campanhas sistemáticas de vacinação. Nos últimos dois anos, suspendemos a vacinação e seguimos todos os protocolos internacionais. Agora, com o reconhecimento oficial da OMSA, abrimos uma nova etapa para o Estado, tanto do ponto de vista da sanidade animal quanto da ampliação de mercados”, destacou o secretário Jaime Verruck.
Com o novo status, Mato Grosso do Sul ganha acesso a mercados mais exigentes e potencializa sua competitividade internacional.
Comitiva de MS recebeu o anúncio em Paris. Foto: DivulgaçãoEm 2024, o Estado exportou cerca de US$ 1,278 bilhão em carne bovina, equivalente a 282,21 mil toneladas. Os principais destinos foram China, Estados Unidos e Chile, que concentraram 57,18% do valor exportado. Já no primeiro quadrimestre de 2025, as exportações somaram US$ 510 milhões, com destaque novamente para China (25,6%), EUA (22,76%) e Chile (13,52%).
No contexto nacional, o Brasil exportou em 2024 US$ 12 bilhões e 2,8 milhões de toneladas de carne bovina. As exportações sul-mato-grossenses representaram 9,97% do valor e 9,82% do volume total. Já nos primeiros meses de 2025, esses percentuais subiram para 11,26% e 11,23%, respectivamente.
“Esse novo status sanitário não beneficia apenas a bovinocultura. Também cria oportunidades para a suinocultura de Mato Grosso do Sul, que agora poderá acessar mercados restritos, como o Japão, antes exclusivos de estados como Santa Catarina. A certificação amplia nossas possibilidades comerciais e abre portas para mercados mais sofisticados e que remuneram melhor os nossos produtos”, explicou Verruck.
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