Trabalhadores devem acessar a Carteira de Trabalho Digital.
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O mercado de trabalho em Mato Grosso do Sul consolidou sua trajetória de crescimento vigoroso. Dados da PNAD Contínua - Rendimento de todas as fontes, divulgados pelo IBGE, revelam que o estado alcançou a marca histórica de 1,46 milhão de trabalhadores ocupados. O número representa uma expansão de 4% em comparação ao ano anterior, distribuído entre 825 mil homens e 638 mil mulheres.
O dinamismo econômico impulsionou a massa mensal de rendimento a um patamar recorde de R$ 6,75 bilhões. O estado também garantiu o 7º maior rendimento médio do Brasil, fixado em R$ 3.727. Outra mudança estrutural importante foi que a renda do trabalho passou a representar 80,7% da composição do orçamento domiciliar per capita, reduzindo a dependência de benefícios sociais e aposentadorias.
O avanço na empregabilidade ajuda a explicar por que o estado conquistou a vice-liderança nacional na dimensão Capital Humano do Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). A nota sul-mato-grossense saltou de 64,45 para 67,73.Para o secretário da Semadesc, Artur Falcette, o cenário é fruto da atração de investimentos privados e do fortalecimento das cadeias produtivas. "Percebemos uma população trabalhadora cada vez mais escolarizada. Desenvolvimento econômico e formação de capital humano estão caminhando juntos", avalia.
Educação reflete na renda e reduz dependência
O levantamento do IBGE reforça o impacto direto do nível de instrução nos salários locais:Ensino Superior Completo: Trabalhadores nesta categoria recebem, em média, R$ 6.632 — mais de três vezes o ganho de quem não possui instrução (R$ 1.824).
Perfil dos Ocupados: A maior parcela da força de trabalho possui ensino médio completo (488 mil pessoas), seguida pelos graduados no ensino superior (375 mil).
Queda no Bolsa Família: A proporção de domicílios atendidos pelo programa despencou de 13% para 9,5% (102 mil lares), conferindo ao estado o 5º menor percentual de dependência do país.
De acordo com o secretário-executivo de Qualificação Profissional e Trabalho da Semadesc, Esaú Aguiar, a chegada de megaindustrias nos setores de celulose, bioenergia e proteína animal tem ancorado essa transformação. A resposta do governo estadual tem se concentrado na ampliação das políticas de formação técnica e na interiorização das oportunidades de emprego de alta qualidade.
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