Presidente da Fiems Sérgio Longen.
(Foto: Divulgação/Fiems)
Sete anos após o início das investigações que abalaram o setor industrial de Mato Grosso do Sul, a Justiça Federal mantém o bloqueio de bens do empresário Sérgio Longen, presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiems). A medida faz parte dos desdobramentos da Operação Fantoche, deflagrada pela Polícia Federal em 2019 para apurar fraudes licitatórias e desvios de recursos públicos no Sesi.
O bloqueio, que inicialmente visava alcançar o montante de R$ 400 milhões entre os 24 investigados, sofreu uma única alteração recente. O juiz Jaime Travassos Sarinho, da 4ª Vara Federal do Recife, autorizou o desbloqueio de um imóvel em Varginha (MG). A decisão atendeu a um recurso da esposa de Longen, que comprovou que o bem foi recebido por herança materna, o que, conforme o contrato de casamento, o exclui da comunhão de bens. Todos os demais bens do empresário seguem retidos judicialmente.
O Esquema "Fantoche"
A investigação da PF e do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou um modus operandi baseado na contratação de ONGs de fachada por meio de inexigibilidade de licitação. Essas entidades terceirizavam serviços a produtoras por valores superfaturados.
Em Mato Grosso do Sul, chamou a atenção a discrepância de valores em projetos culturais como o "Sesi Bonecos do Mundo" e o "Cine Sesi", cujos custos superavam eventos similares realizados em estados com parques industriais muito maiores, como São Paulo. À época, Longen negou irregularidades, afirmando que os projetos passavam por auditorias internas.
Novos contratos sob mira do Ministério Público
Além dos reflexos da Operação Fantoche, a gestão da Fiems enfrenta novos questionamentos locais. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um inquérito em fevereiro deste ano para investigar três contratos que somam R$ 1,5 milhão, firmados entre 2022 e 2023.
Os contratos envolvem as empresas Multifer e Inovaseg para o fornecimento de materiais elétricos e EPIs. A investigação, conduzida pelo promotor Humberto Lapa Ferri, apura o fato de ambas as empresas possuírem os mesmos sócios e o mesmo ramo de atividade, levantando suspeitas sobre a lisura dos processos de seleção.
A defesa de Sérgio Longen ainda não se manifestou a respeito dos novos desdobramentos da investigação. *Com informações do Mídiamax
Receba as notícias no seu Whatsapp. Clique aqui para seguir o Canal do Capital do Pantanal.
Deixe seu Comentário
Leia Também
Guarda Municipal frustra furto ao Muphan e prende trio escondido em cozinha
Bira busca apoio do Estado para atender pequenos produtores rurais de Corumbá
Último dia de inscrição do Bolsa Atleta; técnicos terão seleção aberta nesta quinta
Ônibus que seguia para São Paulo é interceptado com 15 kg de skunk em Corumbá
Hanna pede manutenção do sistema de drenagem pluvial no Cravo Vermelho
Tragédias climáticas não se resolvem com discurso
4ª Corrida do Urucum une esporte e solidariedade na zona rural de Corumbá
Crise no Irã dispara preço do diesel e ameaça paralisar colheita de soja em MS
Pantanal em Revista: Destaques de Corumbá na Boca do Povo da Capital