Terça-feira, 28 de Abril de 2026
Operação Fantoche

Justiça mantém bloqueio de bens em ação por desvios no Sesi

11 mar 2026 - 12h18   atualizado às 12h25

Gesiane Sousa

Justiça mantém bloqueio de bens em ação por desvios no Sesi Presidente da Fiems Sérgio Longen. (Foto: Divulgação/Fiems)

Sete anos após o início das investigações que abalaram o setor industrial de Mato Grosso do Sul, a Justiça Federal mantém o bloqueio de bens do empresário Sérgio Longen, presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiems). A medida faz parte dos desdobramentos da Operação Fantoche, deflagrada pela Polícia Federal em 2019 para apurar fraudes licitatórias e desvios de recursos públicos no Sesi.

O bloqueio, que inicialmente visava alcançar o montante de R$ 400 milhões entre os 24 investigados, sofreu uma única alteração recente. O juiz Jaime Travassos Sarinho, da 4ª Vara Federal do Recife, autorizou o desbloqueio de um imóvel em Varginha (MG). A decisão atendeu a um recurso da esposa de Longen, que comprovou que o bem foi recebido por herança materna, o que, conforme o contrato de casamento, o exclui da comunhão de bens. Todos os demais bens do empresário seguem retidos judicialmente.

O Esquema "Fantoche"

A investigação da PF e do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou um modus operandi baseado na contratação de ONGs de fachada por meio de inexigibilidade de licitação. Essas entidades terceirizavam serviços a produtoras por valores superfaturados.

Em Mato Grosso do Sul, chamou a atenção a discrepância de valores em projetos culturais como o "Sesi Bonecos do Mundo" e o "Cine Sesi", cujos custos superavam eventos similares realizados em estados com parques industriais muito maiores, como São Paulo. À época, Longen negou irregularidades, afirmando que os projetos passavam por auditorias internas.

Novos contratos sob mira do Ministério Público

Além dos reflexos da Operação Fantoche, a gestão da Fiems enfrenta novos questionamentos locais. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um inquérito em fevereiro deste ano para investigar três contratos que somam R$ 1,5 milhão, firmados entre 2022 e 2023.

Os contratos envolvem as empresas Multifer e Inovaseg para o fornecimento de materiais elétricos e EPIs. A investigação, conduzida pelo promotor Humberto Lapa Ferri, apura o fato de ambas as empresas possuírem os mesmos sócios e o mesmo ramo de atividade, levantando suspeitas sobre a lisura dos processos de seleção.

A defesa de Sérgio Longen ainda não se manifestou a respeito dos novos desdobramentos da investigação. *Com informações do Mídiamax

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