Quinta-feira, 19 de Março de 2026
saúde

SUS nega inclusão de medicamento de alto custo para câncer de mama

19 fev 2026 - 07h58   atualizado em 03/03/2026 às 09h34

Gesiane Sousa

SUS nega inclusão de medicamento de alto custo para câncer de mama Mulher fazendo exame de mamografia. (Foto: Divulgação/Afya Montes Claros)

Ministério da Saúde decidiu não incorporar o medicamento pertuzumabe ao Sistema Único de Saúde (SUS). A droga, utilizada no tratamento de câncer de mama HER2-positivo em fase inicial, continuará restrita a pacientes da rede privada ou àqueles que obtiverem acesso via judicialização.

O que muda para as pacientes?

Na prática, a decisão impede que o remédio seja oferecido na etapa neoadjuvante — o tratamento realizado antes da cirurgia para reduzir o tamanho do tumor. Esta abordagem é crucial para aumentar as chances de sucesso do procedimento e, em muitos casos, possibilitar curas definitivas.

O câncer do tipo HER2-positivo é conhecido por sua agressividade e rápida evolução, exigindo terapias alvo-moleculares como o pertuzumabe para bloquear o crescimento das células tumorais.

Alto custo e barreira financeira

O principal entrave para a incorporação é o valor de mercado. Considerado um medicamento de alto custo, o pertuzumabe apresenta preços proibitivos:

  • Frasco isolado (420 mg): Pode ultrapassar R$ 25 mil.
  • Versão combinada (Phesgo): Pode superar os R$ 60 mil por unidade.

A decisão da Conitec

A negativa partiu da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS). Após avaliar evidências científicas e o impacto orçamentário, o órgão entendeu que, no momento, os custos não justificam a incorporação frente aos protocolos já existentes no SUS.

A portaria do Ministério da Saúde deixa aberta a possibilidade de uma nova análise no futuro, caso surjam novos dados clínicos ou propostas de preços que alterem o entendimento atual de custo-efetividade.

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