Túmulos vandalizados e espaços sem manutenção no interior do cemitério.
(Foto: Capital do Pantanal)
A crescente onda de violação ao patrimônio público aliada à superlotação no cemitério Santa Cruz tem causado indignação na população corumbaense. Diversas denúncias apontam prática de atos ilícitos ocorridas dentro do local, além da falta de vagas para sepultamento. Diante da situação, o vereador Matheus Cazarin apresentou o Requerimento de Urgência Especial n° 4/2026, aprovado por unanimidade na Câmara Municipal. A proposta visa a ampliação do cemitério em formato vertical, modelo já adotado em grandes cidades brasileiras.
Durante o levantamento da matéria foram ouvidos visitantes e trabalhadores que que relatam medo e insegurança.
O Senhor Jair afirmou que evita frequentar o local em determinados horários. “Meu sentimento é de insegurança pelo fato da circulação de moradores de rua que usam o cemitério como local para consumo de entorpecentes e sempre armados com faca”. Ele diz que não aconselha visitas após às 16h nos dias de semana e nem após às 11h aos fins de semana.

O projeto que o parlamentar propôs visa a ampliação do cemitério Santa Cruz, avançando pela praça Nossa Senhora de Urkupiña, incluindo à capela mortuária Edvaldo Apontes Rodrigues, que passaria a integrar o novo perímetro planejado.
Atualmente, o cidadão que procura um lote dentro do cemitério encontra dificuldade para consegui-lo, o que tem gerado insatisfação e cobrança por parte da população, destacou o vereador.

A segurança no local também é apontada como deficiente no local. “Hoje a praça encontra-se ociosa utilizada unicamente por usuários que circulam na cidade e fizem do espaço um ponto fixo para consumo de álcool e drogas, promovendo insegurança à população. A estratégia é criar um ponto fixo para Guarda Municipal atuar na segurança e coibir crimes de furtos e violação de sepulturas”, afirmou.
O senhor Candido Ozorio chamou atenção para falta de manutenção em áreas mais afastadas do cemitério. “É preciso olhar um pouco mais para o cemitério, como faremos para encontrar um local se precisarmos? A limpeza do cemitério
na parte da frente tem sido feita, mas para trás não! A gente encontra o mato alto e usuários dentro do cemitério, fazendo com que tenhamos receio de encontrá-los. Precisamos que isso seja visto com mais seriedade, completou: os moradores de ruas estão tomando conta, incluindo venezuelanos e colombianos.

Uma visitante, que preferiu não se identificar, comparou também demonstrou sua insatisfação. “É uma grande falta de respeito conosco. Tem morador de rua vivendo dentro do cemitério, usando os jazigos como moradia, tenho receio de vir aqui com frequência e me deparar com essa situação”.
A proposta do vereador Matheus Cazarin foi encaminhada às secretarias de Infraestrutura e Meio Ambiente, com prazo de 30 dias para retorno.
*Texto de Ana Lívia Silva, revisado por Gesiane Sousa
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