Município busca socorro financeiro para manter o funcionamento da Equoterapia em Corumbá.
(Foto: Ayrton Benites/PMC)
O Centro de Equoterapia Odilza Miranda de Barros, que desenvolve uma atividade social indispensável em Corumbá, com tratamento terapêutico e educacional reconhecido para melhora da qualidade de vida das pessoas com deficiência, se tornou polêmica recentemente, com a informação de que o serviço vive em crise financeira, sob o risco de fechamento.
Apesar de não ser um serviço público municipal, a situação emergencial fez a prefeitura tomar medidas urgentes para manter o funcionamento do local, que atende crianças a partir de 3 anos de idade que sofreram traumas como Acidente Vascular Cerebral (AVC) e outros. Na última sexta-feira, 22 de agosto, o município anunciou a antecipação de R$ 150 mil do Fundo Municipal de Investimento Social (FMIS). O valor, originalmente previsto para novembro, será liberado nos próximos dias.
Além da verba do FMIS, o município também viabiliza junto a Câmara de Vereadores a antecipação do duodécimo, no valor de R$ 50 mil. Dessa forma, o aporte total de recursos públicos girará em torno de R$ 200 mil, valor exclusivamente destinado à manutenção e continuidade do trabalho desenvolvido pela associação.
De acordo com informações reveladas pelo prefeito Dr. Gabriel de Oliveira, em entrevista ao vivo na manhã desta terça-feira, 26 de agosto, ao radialista Jonas de Lima, do Grupo Pantanal de Comunicação, os R$ 200 mil irão ajudar, mas ainda não cobre o total da dívida da Associação. Em tom descontente, o prefeito esclareceu a situação e disse que se necessário for, uma intervenção poderá ser realizada pelo município.
Segundo Gabriel, quando ainda assumia a gestão no inicio do ano, tomando conhecimento da realidade econômica da prefeitura, a Associação o procurou para apresentar um projeto e pleitear o apoio financeiro do município. Porém, uma avaliação técnica teria identificado ilegalidades que inviabilizaram o apoio da prefeitura.
"Eu recebi os administradores da equoterapia e meu gabinete e falei que era necessário buscar a legalidade do projeto, era preciso fazer correções, daí agora, eles nos procuraram novamente dizendo que a Associação possui uma dívida superior a R$ 300 mil e que funcionários estão há oito meses sem receber seus pagamentos. Eles colocaram a responsabilidade na conta da prefeitura para não fechar o serviço, sendo que nós não aprovamos o projeto no formato apresentado. Como você executa um projeto sem garantia de recurso?", questiona o prefeito.
Dr. Gabriel diz reconhecer a total importância do serviço prestado e que ele não pode deixar de existir, - se eles fechares, nós teremos que abrir um serviço público para suprir a demanda" -, mas afirma que é necessário o compromisso com a transparência e prestação de contas.
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