Dívidas com o Funprev e o Fonplata são apontadas como as principais deixadas pela gestão Iunes.
(Foto: Divulgação)
Em nova entrevista ao radialista Jonas de Lima, no Grupo Pantanal de Comunicação, nesta terça-feira, 26 de agosto, o prefeito de Corumbá, Dr. Gabriel de Oliveira, abordou em detalhes as dívidas que sua administração herdou da gestão de Marcelo Iunes e que tem prejudicado orçamento municipal.
Entre as abordadas pelo gestor, o débito com a Funprev, Fundo de Previdência Social dos servidores municipais, é apontada como um dos maiores escândalos. De acordo com Dr. Gabriel, Iunes teria dado "calote" no pagamento mensal patronal desde setembro de 2024 e teria deixado de pagar a taxa de administração desde 2021, além do parcelamento de R$ 20 milhões que foi feito no final da sua gestão.
Dr. Gabriel afirma que mensalmente, a prefeitura de Corumbá tem efetuado pagamentos de dívidas da gestão passada ao Funprev que se aproximam dos R$ 5 milhões, sendo: R$ 1 milhão do parcelamento, R$ 650 mil da taxa de administração e R$ 3 milhões do mensal patronal.
"A população não pode pagar pelo mal gestor. Tudo o que eu vi na prefeitura de Corumbá foi encaminhado ao Mistério Público e, eu não posso acreditar que eles sairão impunes. Eu confio na justiça e acredito que os gestores devem ser responsabilizados por seus atos. Nós estamos pagando as dívidas com o Funprev para que o servidor tenha a tranquilidade de saber que sua aposentadoria está garantida", diz o prefeito.
Outra dívida apontada por Dr. Gabriel é a do Fonplata (Fundo de Financiamento para o Desenvolvimento da Bacia do Prata). O prefeito é taxativo em questionar onde os milhões do financiamento internacional foram investidos na cidade, para ele, não ouve planejamento algum no uso do recurso que poderia trazer tantos benefícios para o município.
"O asfalto da parte alta já está todo deteriorado. Eu vi entrevistas do antigo prefeito afirmando que Corumbá estava recebendo serviços de drenagem profundas para acabar com o problema das inundações, porém isso não aconteceu", diz Dr. Gabriel, que ainda ressalta que para a sua administração ficaram as dívidas e todo o trabalho a ser feito. "Hoje a prefeitura paga de R$ 15 a R$ 16 milhões por semestre ao Fonplata, sem perceber onde o dinheiro foi investido", destaca.
O chefe do executivo municipal afirma que tem buscado o apoio da ministra do orçamento, Simone Tebet, para resolver a dívida do Fonplata. "Nessa semana tivemos mais uma reunião e seguimos em tratativas com a ministra, nosso objetivo é conseguir um prazo maior de carência e também a redução dos juros, isso seria a salvação de Corumbá", diz.
Uma equipe do Fonplata chega hoje a cidade para avaliar o trabalho que foi executado e negociar a situação.
Com as dívidas altas herdadas da gestão anterior, Dr. Gabriel explica que sua administração trabalha enxugando a máquina pública, com deficit de servidores e sem recursos para convocar aprovados em concursos. Para investir em melhorias na cidade, o prefeito diz que tem buscado emendas parlamentares como a de R$ 1 milhão e meio liberada pelo Senador Nelsinho Trad, a de R$ 230 mil do deputado federal Luiz Ovando, R$ 930 mil da deputada federal Camila Jara e a recentemente anunciada pelo deputado Beto Pereira, no valor de R$ 2 milhões, para a saúde municipal. Dr. Gabriel esclarece que essas emendas já estão garantidas, algumas já estão nos cofres municipais e outras estão à caminho.
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