Fachada do Pronto Socorro Municipal de Corumbá.
(Foto: Divulgação/PMC)
O pânico tomou conta do Pronto Socorro Municipal de Corumbpa, no final da manhã desta quinta-feira, 08 de outubro. Uma mulher de 26 anos avançou de forma violenta contra uma adolescente de 17 anos com um único objetivo: arrancar dos braços dela um bebê de apenas 4 meses. O ataque repentino gerou grande tumulto e mobilizou pacientes e a equipe de segurança da unidade de saúde.
A mãe da adolescente e do recém-nascido relatou que a família aguardava por atendimento médico quando foi surpreendida pela aproximação agressiva da agressora. Diante da recusa em entregar a criança, iniciou-se uma intensa luta corporal. A adolescente tentou proteger a irmãzinha a todo custo, o que fez com que as envolvidas caíssem juntas ao solo no meio da recepção. O desespero da família só terminou quando terceiros e uma guarnição da Guarda Civil Municipal (ROMU), que fazia ronda no local, intervieram rapidamente para separar o confronto.
Alucinação motivou a tentativa de rapto
Mesmo após ser contida, a autora do ataque continuou extremamente alterada e agressiva, o que exigiu o uso de algemas. Ao ser questionada sobre a violência, ela revelou o motivo por trás da invasão: alegou que estava convicta de que o bebê de 4 meses era o seu próprio filho. Em seu relato aos agentes, ela afirmava repetidamente que a criança havia sido retirada dela de forma injusta pelo Conselho Tutelar.
A gravidade do estado mental da agressora exigiu uma apuração imediata por parte das autoridades presentes, que buscaram entender o que havia desencadeado aquela reação.
Diagnóstico de esquizofrenia e histórico no Caps
A investigação no local revelou que a mulher havia recebido medicação momentos antes do ataque e possuía um diagnóstico fechado de esquizofrenia. A guarnição entrou em contato com a coordenação do Caps Fragelli, que confirmou que a autora é paciente ativa da unidade de tratamento psiquiátrico.
Para fechar o quebra-cabeça da motivação, o Conselho Tutelar foi consultado e confirmou a base real do delírio da mulher: ela de fato tem filhos biológicos, mas eles foram encaminhados para abrigos de acolhimento institucional justamente devido a episódios anteriores de surtos psicóticos graves da mãe.
A ocorrência foi encerrada com a condução da autora e da mãe da bebê até a Delegacia de Polícia Civil, onde o caso foi registrado para que as providências legais e assistenciais cabíveis sejam tomadas. A pronta intervenção da Guarda Civil no local foi fundamental para neutralizar a ameaça em poucos segundos e garantir que o bebê saísse ileso do conflito.
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