Mãe adolescente em entrevista à impresa na capital.
(Foto: Osmar Veiga)
A angústia de uma jovem mãe chegou ao fim após dias de intensa investigação e julgamentos precoces. A decisão judicial proferida nesta quinta-feira, 13 de agosto, encerra de forma definitiva as dúvidas sobre a participação da adolescente no desaparecimento de sua filha. As suspeitas haviam sido levantadas no início do caso devido a versões conflitantes sobre as circunstâncias do crime. Contudo, a constatação formal de que a jovem não teve envolvimento no sequestro foi o fator determinante para a Justiça autorizar a imediata reintegração familiar.
A jovem desabafou emocionada logo após receber a notícia da liberação de sua filha. "Deus é maravilhoso, trouxe ela de volta para mim. Eu orei bastante!", afirmou a garota ao Campo Grande News.
Antes de retornar aos braços da mãe, a recém-nascida passou por um período de transição institucional para garantir sua integridade física e emocional. A bebê estava protegida pela rede de assistência desde terça-feira (11), quando retornou a Campo Grande. O endereço do abrigo foi mantido em segredo absoluto por ordem judicial. Na quarta-feira (12), a mãe, o pai (de 21 anos) e a avó materna prestaram novos esclarecimentos na DEPCA. O pai permaneceu cerca de quatro horas em depoimento para que a polícia descartasse a tese de entrega da criança por dívidas.
O crime começou a se desenhar ainda durante a gestação da adolescente, por meio de contatos falsos em redes sociais. Uma mulher atraiu a mãe e a tia da bebê (de 13 anos) até uma residência prometendo um pagamento de R$ 100 para cuidar de outra criança. Na madrugada de quinta-feira (7), as duas adolescentes foram rendidas e abandonadas em uma área de mata perto da UPA do Bairro Universitário, já sem a recém-nascida.
O rastreamento de sinais telefônicos localizou a bebê na madrugada de domingo (9), em uma casa na cidade de Pedro Juan Caballero. Os suspeitos Alex Melo de Abreu e Suzilaine da Graça Costa foram presos pelas autoridades paraguaias, expulsos do país vizinho e entregues à Polícia Federal em Ponta Porã. A bebê passou por avaliação no Hospital Regional paraguaio, onde médicos confirmaram que ela não sofreu maus-tratos. Com o encerramento do caso na esfera familiar, a bebê de menos de um mês de vida já está em casa, enquanto os acusados respondem pelo crime na prisão.
Na manhã desta sexta-feira, 14 de agosto, a Polícia Civil faz coletiva com a imprensa para detalhar todos os pontos da Operação Lívia, responsável pelo resgate da bebê sequetsrada na fronteira do Paraguai.
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