Equipes da PF cumprem 31 mandados de busca e apreensão, além de quatro prisões preventivas.
(Foto: Divulgação)
A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal deflagraram, na manhã desta quarta-feira, 18 de março, a Operação Iscariotes. O objetivo é desarticular uma organização criminosa especializada no recrutamento de agentes de segurança pública — tanto da ativa quanto aposentados — para facilitar práticas de contrabando, descaminho e lavagem de capitais.
A investigação revelou que o grupo focava na importação fraudulenta de eletrônicos de alto valor agregado, que entravam no país sem documentação fiscal ou regularização aduaneira. Os produtos eram distribuídos em Campo Grande (MS) e em diversos estados, com forte atuação em Minas Gerais.
Logística e Participação de Agentes Públicos
O grupo utilizava a função pública de policiais e bombeiros para favorecer o esquema e garantir a circulação das mercadorias ilícitas. Devido à gravidade das infrações, que incluem corrupção passiva e violação de sigilo, a operação contou com o apoio das corregedorias da PRF, PMMS, PCMS e do Corpo de Bombeiros.
Números da Operação:
Ao todo, mais de 200 policiais foram mobilizados para cumprir cerca de 90 ordens judiciais em Mato Grosso do Sul (Campo Grande e Dourados) e Minas Gerais (Belo Horizonte, Vespasiano e Montes Claros). As medidas incluem:
- 31 mandados de busca e apreensão e 4 prisões preventivas;
- Indisponibilidade de R$ 40 milhões em bens de 12 pessoas físicas e jurídicas;
- Sequestro de 10 imóveis e 12 veículos;
- Afastamento de funções públicas e suspensão de porte de arma para agentes envolvidos;
- Suspensão das atividades de 6 empresas.
O nome da operação, "Iscariotes", faz referência à traição, aludindo à conduta dos agentes de segurança que utilizaram suas funções para colaborar com o crime organizado em vez de combatê-lo.
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