Lucas Souto Julião, vítima de assassinato em Corumbá.
(Foto: Arquivo Familiar)
A família de Lucas Souto Julião, de 23 anos, assassinado na madrugada da última sexta-feira, 13 de março, considera como "o mínimo" a apresentação voluntária do autor identificado pela Polícia Civil, E.J.P.M., de 28 anos, na tarde desta segunda-feira, 16 de março. O Capital do Pantanal conversou com familiares da vítima, que continuam devastados com o falecimento do rapaz.
"O homem que matou o meu irmão se entregou à polícia. Isso não é justiça, é só o mínimo. Nada, absolutamente nada, vai trazer o meu irmão de volta. A nossa família está destruída, vivendo uma dor que não tem explicação — e quem fez isso nunca vai sentir nem de longe o que estamos sentindo. É revoltante saber que uma pessoa tira uma vida e continua respirando, enquanto a gente convive com essa ausência todos os dias. O único alívio é saber que ele não está mais solto e que agora está nas mãos da justiça. Eu só espero que ele seja condenado, isso ainda é o mínimo", diz a irmã de Lucas, Thaiza Souto Julião.
A amiga da família, kelly, também manifestou sua indignação. "Estou com o coraçao aliviado em saber que a justiça está sendo feita, nada vai trazer nosso menino de volta, mass só de saber que ele está preso, já ameniza 1% dessa dor".
Maria Isabel, com quem a vítima tinha uma filha de 7 anos, afirma que a é imensa. "Sabemos que nada vai trazê-lo de volta, perdemos um marido, um pai, filho e amigo e isso deixou um vazio que nunca será preenchido. Saber que ele não está mais solto traz um alívio diante de tudo o que foi feito. A entrega dele à polícia era o mínimo, mas isso não diminui nossa dor nem apaga o nosso sofrimento. Espero que a justiça seja feita, por respeito à vida que foi tirada e à família que ficou".
A apresentação espontânea do indivíduo identificado como autor da facada que matou Lucas, ocorreu no dia seguinte após familiares e amigos realizarem manifestação, no domingo, 15 de março, pedindo por justiça. O protesto foi transmitido ao vivo na rede social do Capital do Pantanal, alcançando mais de 47 mil visualizações.
De acordo com a polícia, a identificação do autor não foi uma tarefa dificil, pois câmeras de monitoramento instaladas nas proximidades do ocorrido facilitaram o trabalho. Após não localizarem o ausado em possíveis endereços onde ele costuma frequentar, a polícia representou pela prisão preventiva e o pedido foi deferido pelo Poder Judiciário, porém antes mesmo de novas buscas, o autor se apresentou espontâneamente, na tarde desta segunda-feira (16), no 1º Distrito de Polícia de Corumbá. Ele permaneceu em silêncio durante todo o interrogatório.
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