Fachada da Polícia Civil em Corumbá.
(Foto: Divulgação/PCMS)
Uma mãe denuncia que não recebeu apoio ou esclarecimentos após suposta agressão sofrida por seu filho, adolescente de 16 anos com Síndrome de Down e Transtorno do Espectro Autista (TEA), não verbal, na Escola Estadual Dom Bosco. Segundo ela, a Secretaria de Educação não procurou nem a ela nem ao pai para apurar o caso.
Conforme relato da mãe, o filho tentou se deslocar para outra área da escola, momento em que a professora de apoio precisou contê-lo fisicamente. “Ela me mostrou com gestos que segurou ele no chão, usando os braços e as pernas, e depois me mostrou a filmagem dele de barriga para baixo, com o rosto encostado no braço”, contou. Parte do episódio teria sido registrada em vídeo no celular da profissional.
Após o episódio, a mãe procurou a direção da escola para relatar o ocorrido. Segundo ela, o diretor disse que “o caso estava resolvido” e não a chamou para apresentar sua versão. Nenhuma investigação formal teria sido realizada.
Quando o filho retornou às aulas na semana seguinte, um novo professor de apoio foi apresentado, mas a mãe não recebeu qualquer explicação ou reunião para discutir o ocorrido. Ela também tentou acessar as câmeras da escola, mas foi informada de que um dos circuitos estava queimado. Ao solicitar o nome da professora para registrar denúncia formal, não recebeu a informação.
Em nota, a Secretaria de Educação afirmou que o estudante foi contido de modo verbal, sem contato físico, que a direção registrou o ocorrido em ata e comunicou os pais, seguindo protocolos da rede de ensino, e que enviará equipe multidisciplinar para acompanhamento do caso.
A mãe contesta veementemente a versão oficial. “Em nenhum momento a Secretaria quis ouvir minha versão. Eles acharam que o problema estava resolvido. Mas o que aconteceu foi uma agressão, e parece que isso é tratado como normal. Eu busco respostas e providências”, afirmou.
Ela também questiona a supervisão da Secretaria nas escolas. Segundo a mãe, a equipe raramente comparece ao Dom Bosco, e as visitas presenciais são pouco frequentes. “Não temos informações sobre como é feito o acompanhamento diário. Muitas vezes dependemos apenas do relato dos professores”, disse.
O caso já foi levado ao Conselho Tutelar e a outros órgãos de defesa da criança, mas, até o momento, não houve medidas concretas que garantam a proteção do adolescente.
O Capital do Pantanal entrou em contato com a Secretaria de Educação para solicitar esclarecimentos sobre o ocorrido e sobre as providências adotadas, mas, até o momento da publicação da matéria, não obteve retorno.
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