Leonardo Pech, vítima de homicídio, em campo de futebol.
(Foto: Arquivo Familiar)
O homicídio do jovem Leonardo Pech Rodrigues, de 17 anos, em março de 2025, chocou a cidade de Curitiba (PR). O rapaz voltava do trabalho quando testemunhou o autor, Silvio Carvalho Maciel, de 37 anos, assaltando uma mulher em rua do bairro Cajuru. Silvio é natural de Corumbá, ele atitou contra o jovem, que foi atingido na cabeça e não reistiu, morrendo horas depois no Hospital.
Toda a ação do criminoso foi registrada por câmeras de segurança, o que ajudou na sua identificação e localização antes mesmo de completar 24 horas do ocorrido. Ele fugiu do local do crime com a ajuda de uma mulher, identificada como Graciele Lemes, que também foi presa em julho do ano passado, mas saiu em agosto, com tornozeleira eletrônica por ter filho menor de idade. A comparça segue respondendo o processo judicial em liberdade.

Ainda muito abalada com a morte do filho, Adriele Pech, procurou o Capital do Pantanal e ralatou a árdua trajetória que a família enfrentou até que o autor enfim fosse condenado e preso. Silvio recebeu a sentença de 57 anos, oito meses e 21 dias em regime fechado. Ele cumpre a pena no presídio de Piraquara, em Curitiba (PR). Durante o julgamento, o autor teria afirmado que estaria sob efeito de drogas no momento do disparo, porém, sua alegação não foi aceita como justificativa pela justiça do Paraná.
Essa não é primeira passagem policial do corumbaense Silvio Carvalho, em Mato Grosso do Sul, a Polícia Civil confirma registros de roubo, ameaça, ameaça no âmbito de violência doméstica e furtos. Uma selfie, onde Silvio aparece exibindo uma arma, anexada ao processo, reforçou o perfil violento e foi considerada no conjunto de provas da acusação.
A condenação de Silvio trouxe alívio para a família, mas não traz Leonardo de volta. "Ainda estamos nos reconstruindo, parte de nós morreu junto com o Leo, não fazemos mais planos nem temos mais expectativas. A vida ficou sofrida e dolorosa sem o nosso Leonardo", diz a mãe da vítima.
Adriele diz que Leonardo era um bom filho um rapaz cheio de sonhos à realizar, entre eles o futebol. Ela conta que o filho foi assassinado há poucos dias de completar 18 anos, e que ele havia acabado de passar em teste para jogar num time de futebol em São Paulo.
"Sabemos que nada trará o Leo de volta, mas a justiça foi feira, esperamos que o autor permaneça preso, pagando pelo crime brutal que cometeu. Ainda estamos lutando pela condenação da mulher que ajudou na fuga", relata Adriele.
A fala de Adriele, faz referência à liberação da comparça de Silvio, que após ser foi liberada, com uso de tornozeleira eletrônica, soltou fogos de artifício em comemoração, e postou o vídeo nas redes sociais. A família interpresa a atitude de Graciele como deboche.
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