Biron foi preso ao tentar renovar documentos falsos.
(Foto: Divulgação)
O criminoso usava identidade no nome de João Paulo Zucco e afirmava ser natural de São José (SC), mas na verdade era Juliano Biron da Silva, líder da facção criminosa "Os Manos", do Rio Grande do Sul. Ele foi preso foi preso na quarta-feira, 10, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, quando tentava renovar documentos falsos. Ao consultar o sistema, a polícia boliviana encontrou o alerta da Interpol, que o incluía na lista de difusão vermelha, e efetuou a prisão.
Segundo a Polícia Federal, a identificação foi possível graças ao compartilhamento de informações feito pelo Centro de Cooperação Policial Internacional, no Rio de Janeiro, e pelo oficial de ligação da corporação na Bolívia. Um dia depois da captura, Biron foi entregue à PF em Corumbá (MS), junto com outros brasileiros expulsos, e deve ser encaminhado a uma penitenciária no Rio Grande do Sul.
O criminoso tinha quatro mandados de prisão em aberto no Brasil e já havia sido alvo de medidas de sequestro de bens avaliados em mais de R$ 120 milhões. Biron também foi condenado a 33 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, em Canoas (RS).
No Rio Grande do Sul, diferentemente de outros estados, o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho não têm presença significativa. A primeira tentativa de criação de uma facção ocorreu na segunda metade dos anos 1980, com a Falange Gaúcha, inspirada na Falange Vermelha do Rio de Janeiro. Dessa organização nasceu a facção Os Manos, hoje considerada a mais poderosa do estado. O nome surgiu de uma brincadeira entre ex-presos, que ao serem questionados sobre onde estavam respondiam: “Eu estava com os manos”.
Atualmente, o grupo criminoso é apontado como um dos seis que atuam em Mato Grosso do Sul, estado considerado um dos maiores “importadores” de facções do país por sua posição estratégica na fronteira. *Informações do CG News
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