Ações do PROMUSE priorizam proteção das mulheres, fiscalização de medidas protetivas e campanhas educativas em MS.
(Foto: PMMS)
Durante o mês de agosto, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul vai reforçar o enfrentamento à violência doméstica com uma série de ações voltadas à proteção das mulheres. A mobilização integra a campanha Agosto Lilás, que busca conscientizar a população sobre os direitos das mulheres e a importância de combater todos os tipos de agressão no ambiente familiar.
Sob a coordenação do PROMUSE (Programa Mulher Segura), o trabalho dos policiais militares tem se concentrado no atendimento rápido às vítimas, fiscalização de medidas protetivas e realização de atividades educativas em comunidades e redes sociais.
Os dados levantados até 31 de julho de 2025 pelo 6º Batalhão da PM mostram o impacto da atuação:
- 175 ocorrências de violência doméstica registradas
- 131 pessoas conduzidas até a Delegacia de Polícia
- 138 medidas protetivas fiscalizadas
- 19 palestras realizadas, alcançando mais de 790 pessoas
- 17 ações em redes sociais, com mais de 8 mil visualizações
- 400 pessoas abordadas diretamente em panfletagens educativas
A presença da corporação também se intensificou em eventos e ações promovidas pela rede de proteção à mulher, reforçando a importância da prevenção e da denúncia.
A campanha também orienta as mulheres a reconhecerem sinais de abuso que podem ser físicos, psicológicos, morais, sexuais ou patrimoniais e a buscarem apoio em centros especializados, como as Delegacias da Mulher, Centros de Referência e a Defensoria Pública. Entre os canais de denúncia estão o Disque 180, voltado ao atendimento à mulher, e o Disque 190, da PM, para casos de emergência.
O Agosto Lilás também propõe a reflexão sobre o papel dos homens na prevenção da violência. Respeito, diálogo e autocontrole são apontados como pilares de um relacionamento saudável. A campanha reforça que o término de uma relação não justifica qualquer tipo de agressão e que comportamentos abusivos devem ser revistos.
Casos de violência contra a mulher podem resultar em prisão em flagrante, condenação criminal, rompimentos familiares, estigmatização social e prejuízos profissionais para os agressores.
O programa tem como objetivo garantir que cada mulher se sinta segura para denunciar situações de violência e confiante de que será acolhida pela rede de proteção.*Com informações da Polícia Militar.
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