Cooperação demonstra manejo técnico
(Foto: Capital do Pantanal)
Uma demonstração prática do manejo preventivo de árvores próximas à rede elétrica foi realizada nesta terça-feira (28), na Avenida General Rondon, em Corumbá, como parte das ações do acordo de cooperação técnica firmado entre o município e a Energisa. A iniciativa tem como objetivo garantir mais segurança para a população e reduzir as interrupções no fornecimento de energia provocadas pelo contato da vegetação com a rede elétrica.
Pela manhã, representantes do município, da Energisa e da AGEMS (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul) participaram de uma reunião técnica sobre o manejo da arborização urbana. O encontro também contou com a participação de convidados do Ministério Público, do Poder Legislativo e do Executivo para discutir as responsabilidades compartilhadas relacionadas ao tema.
Segundo a assessora da diretoria e coordenadora do convênio, embora a responsabilidade primária pelo manejo da arborização urbana seja do município, quando a vegetação está próxima à rede elétrica somente a distribuidora pode atuar.
“O objetivo desse acordo de cooperação é dar celeridade e haver mais harmonia no contato entre o município e a distribuidora para o desenvolvimento das ações relacionadas ao manejo”, explicou.
A demonstração prática realizada na Avenida General Rondon foi acompanhada pela Fundação de Meio Ambiente do Pantanal, responsável pelas autorizações para a realização dos manejos no município. Adriana ressaltou que a principal preocupação das ações é a segurança.
“A questão primordial nesse manejo é a segurança. Pode ver que está tudo devidamente isolado, a equipe é capacitada para essa atividade, com equipamentos de proteção individual e coletiva. A ideia é fazer a prevenção para evitar interrupções no fornecimento de energia”, afirmou.
De acordo com a coordenadora, árvores em contato com a rede elétrica estão entre as principais causas de interrupções no fornecimento durante vendavais e outros eventos climáticos.
O coordenador de Planejamento da Construção e Manutenção da Energisa, Ricardo Nascimento, destacou que o convênio também estabelece as responsabilidades do município e da distribuidora no planejamento da arborização urbana.
“Esse convênio nos garante, em primeiro lugar, segurança para conseguir fazer a atividade de manejo da vegetação urbana aqui no município, garantindo sempre a segurança das pessoas e a qualidade do fornecimento”, disse.
Segundo ele, cabe ao município desenvolver um plano de arborização que considere as espécies adequadas para serem plantadas próximas à rede elétrica, além de realizar o manejo preventivo das árvores que não oferecem risco à fiação. Já a Energisa é responsável pelas inspeções preventivas para identificar árvores em contato com a rede e enviar as equipes especializadas para a manutenção necessária.
Ricardo explica que apenas a distribuidora pode realizar podas quando os galhos já estão em contato ou muito próximos da rede elétrica, uma vez que o serviço exige equipamentos específicos e profissionais capacitados.
“A gente tem todo o aparato de EPIs, equipamentos de proteção coletiva, as ferramentas e a capacitação adequada para conseguir fazer esse manejo com segurança”, ressaltou.
Entre as orientações repassadas durante a ação está a escolha adequada das espécies plantadas em frente aos imóveis. Árvores de pequeno e médio porte são as mais indicadas para locais próximos à rede elétrica, pois exigem menos intervenções futuras. Espécies ornamentais como resedá (extremosa), calistemo, manacá-de-cheiro e algumas variedades de pequeno porte são exemplos que podem ser avaliados em projetos de arborização urbana, enquanto árvores de grande porte devem ser evitadas sob a fiação elétrica.
“Quando o município vai escolher uma espécie para plantar na frente do imóvel que tem a rede, precisa escolheu uma espécie adequada para que ela não chegue a esse ponto. Se for mantida uma poda que não alcance a rede, sempre vai ser mais fácil fazer o manejo”, orientou Adriana.
Durante a demonstração, o técnico de manutenção João Neto apresentou alguns dos tipos de poda utilizados pelas equipes especializadas. Entre eles está a chamada poda em “V”, realizada para manter livre o espaço próximo aos cabos de energia, reduzindo o risco de contato entre galhos e a rede elétrica.
Segundo o técnico, um dos principais riscos ocorre quando galhos maiores provocam curto-circuito entre os cabos. Dependendo do local da ocorrência, milhares de consumidores podem ser afetados.
“Muitas vezes, os galhos, dependendo da grossura e da dimensão, causam um curto-circuito entre os cabos. Dependendo do ponto onde isso ocorre, pode tirar de três mil a quatro mil clientes do sistema”, explicou.
Ele destacou ainda que o número de consumidores afetados varia de acordo com o trecho da rede atingido, podendo alcançar circuitos inteiros alimentados por subestações elétricas.
Para evitar esse tipo de ocorrência, a Energisa mantém um planejamento permanente de podas preventivas. O trabalho começa com a atuação das equipes de inspeção, responsáveis por realizar vistorias periódicas em diferentes pontos da cidade.
“A equipe de inspeção faz a varredura dos locais determinados. A partir desse levantamento, vêm as equipes de manutenção em linha viva para executar as podas necessárias”, afirmou João Neto.
A iniciativa busca fortalecer as ações preventivas no município, promovendo mais segurança para a população e contribuindo para a continuidade do fornecimento de energia elétrica em Corumbá.
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