Encontro em Campo Grande reuniu lideranças para discutir clima, biodiversidade e financiamento ambiental.
(Foto: Bruno Rezende/Secom)
A preservação do Pantanal esteve no centro das discussões da Pré-COP30 Bioma Pantanal, realizada nesta terça-feira (30) em Campo Grande (MS). O encontro trouxe como tema “Clima e Biodiversidade: o papel dos estados e municípios na COP30” e reuniu representantes políticos e ambientais para debater caminhos de conservação e financiamento climático.
Entre os presentes estavam os governadores Eduardo Riedel (MS) e Renato Casagrande (ES), além da diretora executiva da COP30, Ana Toni, e gestores ligados ao meio ambiente de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
“Mato Grosso do Sul tem uma contribuição muito grande ao instituir, numa lei de preservação, que é a lei do Pantanal, um instrumento econômico muito forte através do fundo do clima e dos seus programas de financiamento dos serviços ambientais (...). Acho que cada estado, cada ambiente vai buscar o seu produto, a sua linha de atuação. Mato Grosso do Sul fez isso. E nós estamos chamando o privado para essa discussão, pois não é uma função exclusiva do público”, destacou Riedel.
O evento, promovido pelo Consórcio Brasil Verde com apoio do Centro Brasil no Clima, reforçou a importância da governança subnacional e da valorização da biodiversidade pantaneira.
“Estamos mostrando a diversidade de biomas que temos no Brasil, cada um com as suas soluções adequadas. E acima de tudo, mostrar que o Brasil como um todo é um provedor de soluções climáticas (...). Por exemplo, o Fundo Clima, mercado de carbono, iniciativas que estão sendo colocadas, que mostram na prática como é que a gente pode e deve avançar”, afirmou Ana Toni.
O debate resultou na elaboração da Carta do Pantanal, documento conjunto que será entregue à presidência da COP30, prevista para novembro de 2025 em Belém (PA).
“As Pré-COPs estão permitindo que a gente possa debater o tema, para que possamos também difundir e dar conhecimento ao mundo de que os outros biomas também têm tanta importância quanto o bioma amazônico”, disse Casagrande.
A integração entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul também foi ressaltada. “O Pantanal tem suas características regionalizadas, mas os dois estados são afetados de forma conjunta. Então essa integração é extremamente relevante e importante para que a gente consiga realmente preservar esse patrimônio da humanidade”, pontuou Alex Marega, secretário executivo de Meio Ambiente de MT.*Com informações da Agência de Notícias do Governo de MS.
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