Instituto Homem Pantaneiro participa de painéis no Conservação Brasil, evento em Águas de São Pedro de 26 a 28 de setembro.
(Foto: Instituto Homem Pantaneiro)
O Instituto Homem Pantaneiro (IHP) está entre as instituições presentes no Conservação Brasil, um dos maiores encontros sobre meio ambiente do país, realizado entre os dias 26 e 28 de setembro, em Águas de São Pedro (SP). O evento faz parte do movimento “São Paulo pelo Clima”, é gratuito e pode ser acompanhado pelo público no site oficial: conservacaobrasil.com.br.
A doutora em Ecologia Grasiela Porfírio, integrante da equipe do IHP, participa de dois debates. O primeiro, marcado para o dia 27, das 10h30 às 11h30, tem como tema “Reflorestar e Refaunar: soluções integradas para a restauração do equilíbrio e resiliência dos biomas”. Já no dia 28, das 11h45 às 12h45, ela compõe o painel “Carbono, Biodiversidade e Comunidades: Investimentos Climáticos na Prática”, que vai apresentar experiências de REDD+, sistemas de lavoura-pecuária-floresta, recuperação de matas ciliares e bioeconomia.
Porfírio detalha também o trabalho desenvolvido pelo IHP no Pantanal, especialmente na Serra do Amolar. As ações incluem monitoramento ambiental, atuação da Brigada Alto Pantanal na prevenção e combate a incêndios, programas de recuperação de áreas atingidas pelo fogo, atividades de educação ambiental em escolas e articulação com comunidades locais. Esses esforços têm possibilitado projetos de Créditos de Carbono e de Biodiversidade, além de iniciativas ligadas ao ecoturismo.
O Conservação Brasil vai além dos debates. A programação reúne famílias, estudantes, professores, pesquisadores e interessados em conhecer práticas de conservação da sociobiodiversidade. Entre os destaques, está a estreia da série “BioTravessia”, que mostra paisagens brasileiras, incluindo o Pantanal, e terá exibição também durante a COP30 em Belém (PA).
“A ideia é de que ao longo dos três dias, o ConservAção Brasil ocupe parte da cidade com atividades simultâneas, como plenárias temáticas, feira de exposição, oficinas práticas, trilhas, vivências educativas e um festival artístico noturno”, explica Nondas Okiama, idealizador do encontro.
O público pode acompanhar ainda:
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Plenárias sobre mudanças climáticas, justiça climática, sociobiodiversidade e bioeconomia;
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Feira com projetos, produtos e serviços voltados para conservação e turismo de natureza;
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Oficinas de observação de aves, trilhas interpretativas e práticas artísticas;
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Atividades culturais com música, teatro e poesia.
Entre os painéis confirmados estão “Mata Atlântica em chamas”, que discute os impactos dos incêndios no bioma, “Mulheres na Conservação”, com relatos de liderança e ciência, “Ciência Cidadã 4.0”, sobre tecnologia no monitoramento participativo, e “Parques, Pessoas e Biodiversidade”, sobre o papel das unidades de conservação.
Segundo Okiama, o evento se propõe a ser um movimento mais amplo. “Ele parte da espinha dorsal formada pela biodiversidade e pelas comunidades tradicionais. Também traz a ciência e, nesse encontro, buscamos tratar o saber tradicional em horizontalidade com a ciência contemporânea”.
*Com informações do Instituto Homem Pantaneiro.
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