Plantações em municípios com condições de extrema seca sofrem consequências.
(Foto: Arquivo/Aprosoja)
Mato Grosso do Sul encerrou agosto com déficit hídrico em 43 dos 55 pontos monitorados, segundo boletim divulgado na sexta-feira, 12, pela Aprosoja (Associação de Produtores de Soja). Os volumes acumulados variaram entre 15 e 90 milímetros na maioria das regiões, abaixo da média histórica do período. Apenas Mundo Novo destoou, com 97 mm de chuva, índice 36% superior ao esperado.
As anomalias de precipitação atingiram sobretudo as regiões Sul, Sudeste e Sul-Fronteira, onde o SPI (índice padronizado de precipitação) apontou seca fraca a moderada. Municípios como Naviraí, Iguatemi, Amambai, Coronel Sapucaia e Paranhos registraram déficits importantes, somando-se a áreas críticas no leste, como Anaurilândia, Eldorado e Batayporã. No Pantanal, o cenário foi diferente: Corumbá e Aquidauana ficaram próximos da média, com saldo levemente positivo em algumas áreas.
O boletim lista os 43 municípios em que a chuva ficou abaixo do esperado: Aquidauana, Anastácio, Angélica, Antônio João, Aparecida do Taboado, Aral Moreira, Bataguassu, Batayporã, Bela Vista, Bodoquena, Bonito, Caarapó, Camapuã, Campo Grande, Caracol, Cassilândia, Chapadão do Sul, Corguinho, Coronel Sapucaia, Costa Rica, Coxim, Deodápolis, Douradina, Dourados, Eldorado, Fátima do Sul, Glória de Dourados, Guia Lopes da Laguna, Iguatemi, Itaquiraí, Ivinhema, Jardim, Jateí, Juti, Laguna Carapã, Maracaju, Naviraí, Nioaque, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Sidrolândia. Em todos eles, os volumes acumulados ficaram aquém da média histórica de agosto.
No Nordeste do Estado, os acumulados também ficaram abaixo do esperado, mas em menor intensidade, com cidades como Alcinópolis, Costa Rica e Paraíso das Águas registrando chuvas entre 60 e 90 mm. Já no Norte, municípios como Sonora, São Gabriel do Oeste e Rio Verde de Mato Grosso também enfrentaram déficit, mas de menor gravidade do que no Cone Sul.
Para os próximos meses, a previsão é de chuvas irregulares e temperaturas acima da média histórica. O trimestre de setembro a novembro pode registrar máximas de até 38°C em regiões como o Pantanal e o Bolsão, segundo prognóstico elaborado com base em dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) e do Copernicus. A Aprosoja alerta que os produtores devem redobrar a atenção, já que o fenômeno El Niño deve permanecer neutro, com 57% de probabilidade.
Apesar do cenário climático adverso, a produtividade média estadual está estimada em 112,7 sacas por hectare e a produção prevista é de 14,2 milhões de toneladas, alta de 68,2% em relação à safra passada. Segundo a entidade, o resultado reflete o bom desempenho das lavouras plantadas entre fevereiro e março, beneficiadas pelas chuvas de abril, mas ameaçadas pela sequência de estiagem e altas temperaturas que marcam o fim do ciclo.
Receba as notícias no seu Whatsapp. Clique aqui para seguir o Canal do Capital do Pantanal.
Leia Também
Queima controlada tenta evitar novos incêndios em parque de MS
IBGE inicia teste nacional do 12º Censo Agropecuário em Corumbá
Produtores de MS têm até 1º de junho para cadastrar rebanhos na Iagro
Consulta pública convoca população para elaborar o Plano de Arborização Urbana
Defesa Civil desmente boato de "Ciclone-Bomba" em Corumbá, mas alerta para frio e rajadas de vento
Corumbá recebe capacitação sobre manejo do fogo
Gincana Sustentável em Corumbá tem inscrições prorrogadas
Coletiva detalha captura e transporte da onça para Serra do Amolar
Onça capturada continuará sob monitoramento