Desde 4 de agosto, ação conjunta fiscaliza e pune incêndios florestais, fortalecendo proteção ambiental em Mato Grosso do Sul.
(Foto: Polícia Militar Ambiental)
Iniciada em 4 de agosto e com duração prevista até 31 de dezembro de 2025, a Operação Focus já apresenta avanços no enfrentamento às queimadas ilegais em Mato Grosso do Sul. Em menos de 48 horas após o começo das atividades, a Polícia Militar Ambiental aplicou multas a dois proprietários rurais, em fiscalizações feitas nos municípios de Paranaíba e Sonora pelas equipes de Aparecida do Taboado e Coxim.
Essa ação conjunta entre a Polícia Militar Ambiental e o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) tem como objetivo identificar e punir os responsáveis por incêndios florestais e queimadas irregulares. Entre janeiro e julho deste ano, o setor de geoprocessamento do Imasul registrou cerca de 500 casos, número que deve crescer devido às condições de seca típicas da estação.
Além de ampliar a fiscalização, a Operação Focus prioriza a agilidade na resposta às ocorrências ambientais, permitindo intervenções rápidas e coordenadas para punir infratores flagrantes e prevenir futuros delitos. A iniciativa também fortalece a colaboração entre os órgãos envolvidos, com troca de informações e uso compartilhado de tecnologia geográfica, tornando a atuação mais eficiente neste período crítico.
Autuações recentes
No dia 6 de agosto, a equipe da PMA de Aparecida do Taboado atendeu um alerta do sistema de monitoramento do Comando de Policiamento Ambiental, na zona rural de Paranaíba. No local, foram detectadas infrações relacionadas ao corte irregular de árvores nativas e à queima de restos de madeira organizados em fileiras, sem autorização ambiental. O proprietário será multado em R$ 300 por hectare desmatado e R$ 3 mil por hectare queimado, conforme levantamento que será confirmado pelo Cadastro Ambiental Rural (CAR).
No dia 7 de agosto, a equipe da PMA de Coxim foi acionada após identificar focos de calor em Sonora. Os policiais verificaram cinco leiras de vegetação queimadas, com cinzas e fumaça ainda presentes. O responsável recebeu multa administrativa e orientações sobre a legislação ambiental vigente, devido ao uso ilegal do fogo.
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