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A equipe médica que atendeu a bebê de dois meses e 13 dias, morta nesta terça-feira (6), em Corumbá, identificou condições que levantaram dúvidas sobre o intervalo entre o óbito e a chegada da criança à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Guatós. A informação consta em comunicado divulgado pelo 6º Batalhão de Polícia Militar, que foi acionado para acompanhar a ocorrência.
Segundo a PM, a criança chegou à unidade sem sinais vitais e não respondeu às tentativas de reanimação. Durante o atendimento, os profissionais observaram sangramento na cavidade oral e uma mancha de sangue na parte frontal da roupa, na altura do tórax. Apesar disso, o exame de raio-X não apontou lesões corporais aparentes.
A médica plantonista relatou aos policiais que as condições observadas exigiam esclarecimentos sobre o tempo transcorrido entre a morte e a chegada à unidade de saúde, além das circunstâncias do ocorrido. A avaliação, no entanto, não estabelece a causa do óbito, que ainda depende de investigação.
Em depoimento à equipe policial, a mãe contou que acordou por volta das 5h para realizar tarefas domésticas. Naquele momento, a filha permanecia dormindo e, aparentemente, não apresentava alterações. Após sair por determinado período e retornar para verificar a criança, percebeu que o corpo estava frio e que ela não respondia aos estímulos, quando decidiu buscar ajuda.
Na residência estavam ainda os três filhos menores de idade da mulher, dois sobrinhos menores de 12 anos e um sobrinho adulto.
A Polícia Civil compareceu à UPA e a mãe foi encaminhada ao 1º Distrito Policial para prestar esclarecimentos. O caso foi registrado como morte a esclarecer, sem definição sobre a causa do óbito ou confirmação de ocorrência criminosa.
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