Agentes da Polícia Federal durante cumprimento de mandado judicial.
(Foto: Divulgação/PF)
Uma grande força-tarefa mobilizada na manhã desta terça-feira, 16 de junho, desferiu um golpe contundente contra o mercado ilegal de tabaco que opera na fronteira sul-americana. A Polícia Federal, atuando em estreita parceria com a Polícia Rodoviária Federal e a Receita Federal do Brasil, deflagrou a Operação Rota Clandestina. O objetivo central da ofensiva é desarticular por completo uma sofisticada organização criminosa especializada na importação ilegal de cigarros produzidos no Paraguai e inseridos clandestinamente para comercialização no território nacional.
A operação espalhou viaturas pelas ruas para o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão. O foco principal das buscas ocorre em Campo Grande (MS), que concentra 13 ordens judiciais, enquanto a cidade de Santa Luzia (MG) é alvo de um mandado. O cerco judicial contra os líderes do esquema inclui ainda a execução de 5 mandados de prisão preventiva e a aplicação de outras 5 medidas cautelares de monitoração eletrônica por meio de tornozeleiras. Para sufocar a estrutura financeira da comunidade criminosa, a Justiça determinou o bloqueio imediato de contas bancárias e o sequestro de bens móveis e imóveis pertencentes aos investigados.
As investigações apontam que a organização possuía uma divisão de tarefas muito bem delineada entre os seus integrantes. O grupo operava um esquema de remessas ilegais de altas somas de dinheiro para o exterior, utilizando métodos informais para pagar os fornecedores da mercadoria no Paraguai. Além disso, a rede criminosa ocultava o patrimônio acumulado com o crime registrando carros, propriedades e contas em nome de terceiros, conhecidos popularmente como "laranjas".
Com o avanço dos trabalhos e a coleta de materiais nesta terça-feira, o volume de provas deve encorpar o inquérito policial. Em tese, as condutas mapeadas pelas autoridades federais caracterizam os crimes graves de organização criminosa, contrabando, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, cujas penas combinadas podem reter os principais articuladores do esquema por décadas na prisão.
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