Pássaros voam sobre a água do Pantanal.
(Foto: Bruno Rezende/Secom/Arquivo)
O Pantanal tem registrado anos de extremos climáticos, com secas severas, incêndios e mudanças no regime de chuvas que estão transformando suas áreas alagadas. Essas alterações afetam diretamente espécies migratórias, que dependem das zonas úmidas para se alimentar, descansar e se reproduzir ao longo de rotas que atravessam o continente.
A situação será discutida na 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias (COP15), em Campo Grande. A Ecoa participa do painel técnico “Do manguezal ao Pantanal: a importância das zonas úmidas para espécies migratórias e o papel da cooperação para a conservação”, ao lado de IUCN, SAVE Brasil e ICMBio. O debate será realizado no dia 24 de março, às 9h30, no Pavilhão Brasil – Zona Azul, reunindo especialistas e representantes de organizações ambientais.
O Pantanal, maior planície alagável contínua do mundo, é ponto estratégico para aves, peixes, mamíferos e outras espécies. Segundo André Siqueira, diretor de projetos da Ecoa, a combinação de seca, incêndios e alterações no uso do solo tem reduzido áreas essenciais para a fauna.
“Desde 2019 enfrentamos uma das secas mais intensas dos últimos 100 anos, e nos últimos 40 anos o Pantanal perdeu cerca de 60% da sua água superficial. Isso muda completamente a dinâmica das áreas alagadas e afeta diretamente as espécies que dependem desses ambientes para se alimentar, descansar e se reproduzir.” Afirmou André Siqueira.
No painel, a Ecoa vai apresentar experiências práticas de conservação, como a articulação da Paisagem Modelo Pantanal e o fortalecimento de brigadas comunitárias voluntárias, iniciativas que envolvem diretamente comunidades locais na proteção do bioma.
A participação na COP15 reforça ainda a importância da cooperação internacional para proteger espécies migratórias e para impulsionar políticas públicas voltadas a um dos ecossistemas mais frágeis do planeta.*Com informações da assessoria de comunicação.
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