Sábado, 04 de Abril de 2026
Reivindicação

Vídeo mostra situação de isolamento no Corixo Gonçalinho

27 mar 2026 - 10h10   atualizado às 11h34

Gesiane Sousa

Vídeo mostra situação de isolamento no Corixo Gonçalinho Boca do corixo Gonçalinho totalmente obstruída por vegetações. (Foto: Reprodução)

Ribeirinhos residentes e empreendedores do ramo hoteleiro no povoado de Porto Morrinho, em Corumbá, relatam mais uma vez a situação de isolamento que seguem enfrentando desde o inicio do ano. Em fevereiro, após a abertura do período da pesca esportiva na calha do rio Paraguai, o Capital do Pantanal retratou a cobrança deles pela desobstrução do Corixo Gonçalinho. Eles defendem que o Corixo é essencial para sobreviência da comunidade local, que geralmente usam os barcos como único meio de transporte, além disso, com o braço do rio bloqueado por vegetações aquáticas, as pousadas pesqueiras, que nessa época do ano, recebem centenas de turistas, amarguram vazias, acumulando gastos e prejuízos. 

Incomodado com a falta de solução, Celso Sebastião Vieira, proprietádio da Pousada Sonho Meu, decidiu pegar seu barco de pequeno porte e navegar até as duas entredas do Corixo para registrar em vídeo, a atual situação no braço do rio Paraguai. Os vídeos gravados em 16 de março mostram uma vegetação aquática densa cobrindo quase que toda a superfície da água. Na gravação, Celso ressalta que neste ano a cheia está favorável e que o atual nível de água no Corixo permitiria o serviço de desobstrução.  

"Nas beiradas do Corixo, parte onde é mais rasa, a água possui 1,5 m de profundidade, daria para a mesma barcaça que veio no ano passado fazer a remoção dos camalotes, deixando pelo menos a entrada e saída navegável, isso já ajudaria muito. Aqui na parte de cima, entrada principal do corixo, onde passava a balça antigamente, antes da construção da ponte, meu limite fica a mil metros do leito principal do rio, depois disso já não consigo navegar por conta da 'sujeira', possui muito mato, guapé, cipós...", detalha Celso.

Essencial para sobrevivência de seu negócio, com as entradas do corixo bloqueadas por camalotes, Celso explica que não tem como trabalhar. "O turista que que procura nosso hotel, quer viver uma experiência de pesca no Pantanal, porém com o corixo do jeito que está não conseguimos oferecer isso á eles. A temporada de pesca, na modalidade pesque e solte, está aberta desde 1º de fevereiro na calha do rio Paraguai, e nós estamos sem perdendo dinheiro, sem poder trabalhar", pontua Celso.

Celso reforça que a situação é urgente, "com a previsão que o DNIT nos deu de iniciar a desobstrução dos canais somente a patir de maio, vamos perder muitas oportnidades. Somos geradores de renda e emprego na região, mas sem o Corixo desobstruído não consguimos cumprir nosso papel".

Em nota, na época da matéria veiculada em fevereiro, o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), prestou esclarecimentos e pontuou que aguarda a elevação de nível do rio Paraguai para realizar a campanha anual de desobstrução aquática.  Segundo o órgão federal, a régua de Ladário ainda estava consideravelmente abaixo (108 cm no final de fevereiro) da mediana para o período e fora da zona de normalidade histórica. O departamento explica que é necessário aguardar a elevação dos níveis do rio, estimando que seu pico na região neste ano seja atingido entre maio e julho. Atualmente a régua de Ladário marca 1,71 m.

"A campanha de desobstrução de vegetação aquática na região está prevista para ser realizada a partir de maio do ano corrente, podendo ter seu início antecipado em caso de elevação suficiente dos níveis de água ou suspenso em caso de não atingimento de calado suficiente para acesso da embarcação apropriada".

Receba as notícias no seu Whatsapp. Clique aqui para seguir o Canal do Capital do Pantanal.

Leia Também

Brasil concorre ao Global Water Awards por avanços promovidos pela ANA
meio ambiente

Brasil concorre ao Global Water Awards por avanços promovidos pela ANA

Livro do DNIT usa caso de MS para orientar proteção da fauna nas BRs
meio ambiente

Livro do DNIT usa caso de MS para orientar proteção da fauna nas BRs

Juruva é oficializada como ave símbolo da Mata Atlântica em Mato Grosso do Sul
Meio Ambiente

Juruva é oficializada como ave símbolo da Mata Atlântica em Mato Grosso do Sul

Senar/MS lança curso para produtores combaterem incêndios no Pantanal
meio ambiente

Senar/MS lança curso para produtores combaterem incêndios no Pantanal

Tecnologias e diversificação de culturas melhoram produção em solos arenosos
Meio Ambiente

Tecnologias e diversificação de culturas melhoram produção em solos arenosos

Papa nomeia climatologista brasileiro para conselho da Igreja Católica
meio ambiente

Papa nomeia climatologista brasileiro para conselho da Igreja Católica

COP15 termina com resultados inéditos e 40 novas espécies protegidas
Meio Ambiente

COP15 termina com resultados inéditos e 40 novas espécies protegidas

COP15 aprova maior proteção de bagres gigantes da Amazônia e ariranhas
Meio Ambiente

COP15 aprova maior proteção de bagres gigantes da Amazônia e ariranhas

Onça-pintada que circula áreas urbanas de Corumbá será realocada
meio ambiente

Onça-pintada que circula áreas urbanas de Corumbá será realocada

MS lidera ranking nacional de governança climática e busca neutralidade até 2030
Meio Ambiente

MS lidera ranking nacional de governança climática e busca neutralidade até 2030

Mais Lidas

Morre empresário Souleiman Khaled; Velório acontece na Capela Cristo Rei
Luto

Morre empresário Souleiman Khaled; Velório acontece na Capela Cristo Rei

Mães atípicas reforçam conscientização sobre o autismo e pedem proibição de fogos com estampido
Dia do Autismo

Mães atípicas reforçam conscientização sobre o autismo e pedem proibição de fogos com estampido

Corumbá e Ladário celebram a Semana Santa com programação intensa
Religião

Corumbá e Ladário celebram a Semana Santa com programação intensa

Liderança pantaneira leva experiência do campo a Harvard em debate global
Agronegócio

Liderança pantaneira leva experiência do campo a Harvard em debate global