Tuiuiú sobrevoa área alagada do Pantanal.
(Foto: Divulgação)
Mato Grosso do Sul consolidou sua posição como referência em sustentabilidade ao se tornar o único estado brasileiro a cumprir 100% dos quesitos de governança climática acordados entre os entes subnacionais. O dado faz parte da segunda edição do Anuário Estadual de Mudanças Climáticas, divulgado pelo Centro Brasil no Clima (CBC), que analisa o estágio das políticas ambientais em todo o país.
Desempenho de Excelência
O estudo aponta que o MS domina as sete condicionantes fundamentais para a aplicação efetiva da política climática. Entre os destaques que colocaram o estado no topo do ranking estão:
- Gestão de Resíduos: O índice de destinação correta de resíduos sólidos saltou de 44% em 2015 para 85% em 2024.
- Regularização Ambiental: Ao lado de MG e BA, o estado implantou todas as etapas do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA).
- Instrumentos Financeiros: O governo dispõe de mecanismos completos de financiamento, como o ICMS Verde e fundos específicos para Recursos Hídricos e Clima.

Meta Ambiciosa: Carbono Neutro 2030
Com a meta mais ousada entre as unidades da federação, o Mato Grosso do Sul trabalha para ser um estado Carbono Neutro até 2030. Segundo o titular da Semadesc, Jaime Verruck, o sucesso se deve à estratégia do governador Eduardo Riedel de aliar crescimento econômico à conservação.
Recentemente, o estado reforçou esse compromisso com a criação da Política Estadual de Mudanças Climáticas e o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento no Pantanal (PPPantanal). O bioma, inclusive, registrou uma queda de 58,6% no desmatamento em 2024 na comparação com o ano anterior.

Economia e Desafios
Além do desempenho ambiental, o estado apresentou em 2023 o segundo maior crescimento do PIB do Brasil (13,4%) e figura entre os seis estados com menor desigualdade de renda.
Apesar dos avanços, o Anuário aponta desafios estruturais: Mato Grosso do Sul possui cerca de 12,3 milhões de hectares de pastagens degradadas. A estratégia para os próximos anos foca na recuperação dessas áreas através de programas como o PROSOLO e o FCO Verde, convertendo terras de baixo vigor em sistemas produtivos sustentáveis, como a integração lavoura-pecuária-floresta.
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