Grilagem alvo da denúncia teria ocorrido na região da Serra do Amolar, cerca de 150 quilômetros ao norte da cidade de Corumbá.
(Foto: Arquivo)
O Governo de Mato Grosso do Sul deu início à segunda chamada do subprograma Conservação e Valorização da Biodiversidade (PSA Conservação). A iniciativa, que faz parte do programa estratégico PSA Bioma Pantanal, busca selecionar novos projetos de propriedades rurais que contribuam diretamente para a proteção da biodiversidade e a mitigação das mudanças climáticas na região.
Proprietários rurais localizados na planície pantaneira têm até o dia 6 de abril de 2026 para realizar a inscrição. O processo é feito por meio do preenchimento de um formulário oficial disponibilizado pela Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).
As propostas enviadas passarão por uma avaliação rigorosa baseada em:
- Relevância ambiental e impacto positivo para o bioma.
- Viabilidade técnica do projeto.
- Índice de Serviços Ambientais (ISA): Instrumento que mede a conservação da vegetação nativa e a conectividade de habitats.
Diferente do braço do programa voltado para ONGs (o PSA Brigadas), o PSA Conservação foca no produtor rural. O objetivo é oferecer uma retribuição financeira àqueles que mantêm excedentes de vegetação nativa preservados, indo além das obrigações previstas pela legislação ambiental.
Em dezembro de 2025, o programa já havia consolidado a preservação de 126 mil hectares no Pantanal, beneficiando 45 propriedades classificadas na primeira chamada. Com a abertura desta segunda etapa, o Estado amplia o alcance do Fundo Clima Pantanal, consolidando o modelo de "protetor-recebedor".
Exemplo de Sucesso no Bioma
O fortalecimento do PSA Conservação ocorre em paralelo às ações de instituições como o Instituto do Homem Pantaneiro (IHP), que recebeu R$ 1,4 milhão para atuar na prevenção de incêndios e resgate de fauna.
"A iniciativa do governo cria um programa de pagamento de serviços ambientais que atende iniciativas como a nossa e de proprietários de fazendas que têm boas práticas", afirma Ângelo Rabelo, diretor-presidente do IHP.
A previsão é que os contratos atuais deste ciclo se encerrem em dezembro de 2026, com novos editais previstos para 2027, garantindo a continuidade das ações de preservação na maior planície alagável do mundo.
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