Uma visita técnica nos 12 quilômetros do Canal Tamengo, entre Corumbá e Puerto Quijarro, será realizada em setembro para avaliar a situação.
(Foto: Divulgação/Sanesul)
A ponte da captação de água da Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul), um dos cartões postais de Corumbá, está sendo apontada como um grande obstáculo para a implantação da Hidrovia do rio Paraguai. A questão foi levantada durante VI Comissão Mista Brasil-Bolívia sobre o Sistema Tamengo, que aconteceu no mês de julho em Corumbá e, para avaliar a situação, representantes do governo federal, estadual e da Bolívia vão realizar uma visita técnica nos 12 quilômetros do Canal Tamengo, entre as cidades de Corumbá e Puerto Quijarro, nos dias 1 e 2 de setembro. O trecho fluvial será incluído na concessão do Tramo Sul da hidrovia, prevista para ocorrer no final deste ano.
Com o apoio logístico da Marinha do Brasil, representantes da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis), do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), do governo de Mato Grosso do Sul, da própria Marinha e do governo boliviano, irão verificar em campo o que é necessário para melhorar e garantir a manutenção das condições de navegação, considerando a limitação imposta pela estrutura da captação de água da Sanesul, que fica localizada na confluência do canal com o Rio Paraguai.
Atualmente, somente comboios com até quatro barcaças conseguem passar pelo canal, porém, essa condição eleva o custo do frete para cerca de US$ 45 por tonelada. A proposta inicial para reduzir os custos operacionais é que a Sanesul faça a instalação de blocos de concreto (dolfins), que protegerão a captação de água e permitirão a passagem de comboios maiores, com até seis barcaças. A medida pode reduzir os custos logísticos em até 20% e ampliar a competitividade da hidrovia.
O projeto da Sanesul, elaborado em 2019, é visto como uma solução mais ágil do que as obras de dragagem e remoção de rochas previstas na futura concessão da hidrovia, que ainda dependem de licenciamento ambiental. A Bolívia estima exportar até 3,5 milhões de toneladas pelo canal até 2027. *Com informações do Correio do Estado
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