Bioma terá proibição pelo resto de 2025, enquanto no restante do Estado o prazo é 30 de novembro.
(Foto: Bruno Rezende/Secom/Arquivo)
O governo de Mato Grosso do Sul oficializou a suspensão da queima controlada, com mais rigor para o Pantanal. Nos anos de 2020 e 2024, a região, que fica na maior planície alagável do mundo, foi castigada por grandes incêndios.
De acordo com a resolução 04/2025, publicada na edição desta sexta-feira (dia 1º de agosto) do Diário Oficial do Estado, o período de suspensão fica estendido até 31 de dezembro nas áreas do bioma Pantanal.
No restante do território de MS, a suspensão vai de hoje a 30 de novembro. A decisão proíbe a realização de queima controlada e queima prescrita, medida do MIF (Manejo Integrado do Fogo).
A resolução destaca os graves riscos ambientais da perda de controle do fogo em decorrência das condições climáticas extremas. Para o trimestre vindouro, Mato Grosso do Sul tem um cenário com alta possibilidade de incêndios, resultante de temperaturas máximas acima de 30°C, umidade relativa do ar inferior a 30% e chuvas abaixo da média histórica.
Autorização – As exceções são para a queima controlada e utilizada nos cursos de capacitação das entidades membros do Comitê Interinstitucional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais em Mato Grosso do Sul; e, em caráter excepcional, a queima de palhada resultante da colheita mecanizada de sementes.
Nos dois casos, é preciso solicitar autorização do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul). O documento é assinado pelo titular da Semadesc (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck, e o diretor-presidente do Imasul, André Borges.
Neste ano, o Pantanal registrou queda de 97,9% na área queimada, enquanto no Cerrado teve redução de 50,6%. Já as ocorrências de incêndios florestais atendidas pelo Corpo de Bombeiros recuaram 54,2% em todo o Estado.
A queima controlada é o uso planejado e autorizado do fogo em áreas específicas, para prevenir incêndios e controlar a biomassa acumulada. A atividade é acompanhada por técnicos e dentro de limites pré-definidos. A modalidade prescrita acontece para fins de conservação, pesquisa ou manejo.
Receba as notícias no seu Whatsapp. Clique aqui para seguir o Canal do Capital do Pantanal.
Leia Também
Brasil concorre ao Global Water Awards por avanços promovidos pela ANA
Livro do DNIT usa caso de MS para orientar proteção da fauna nas BRs
Juruva é oficializada como ave símbolo da Mata Atlântica em Mato Grosso do Sul
Senar/MS lança curso para produtores combaterem incêndios no Pantanal
Tecnologias e diversificação de culturas melhoram produção em solos arenosos
Papa nomeia climatologista brasileiro para conselho da Igreja Católica
COP15 termina com resultados inéditos e 40 novas espécies protegidas
COP15 aprova maior proteção de bagres gigantes da Amazônia e ariranhas
Onça-pintada que circula áreas urbanas de Corumbá será realocada