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Turismo de pesca esportiva volta a aquecer e Estado mantém cota: um exemplar e cinco piranhas

13 fevereiro 2021 - 08h33Silvio Andrade - Portal do Governo de MS

Pousadas, pesqueiros e hotéis que operam com pesca esportiva em Mato Grosso do Sul estão otimistas para a temporada de 2021, que se iniciou em fevereiro, com o pesque-solte no Rio Paraguai, e se estende de março a outubro em todos os rios do planalto e da planície – período de vigência da cota de captura. O Governo do Estado anunciou que será mantida a cota de um exemplar e mais cinco piranhas, conforme o decreto nº 15.375, de 28 de fevereiro de 2020.

“Por decisão do governador Reinaldo Azambuja, o Estado não vai alterar a política de pesca aplicada desde o ano passado, mantendo o pesque-solte, em fevereiro, e a cota estabelecida para o resto do ano, até outubro, respeitando-se o período de defeso, de novembro a fevereiro”, informa o secretário Jaime Verruck, da Semagro (secretaria estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).

A legislação pesqueira em vigor reduziu a cota de cinco quilos e mais um exemplar de qualquer tamanho para apenas um exemplar de espécies nativas (respeitando os tamanhos mínimos e máximos) para o pescador amador, que tem ainda a opção de capturar e transportar cinco piranhas. O decreto manteve a cota do pescador profissional, de 400 quilos, e garantiu fonte de renda às comunidades ribeirinhas, que comercializam pescado e iscas vivas.

Temporada promete

Depois da suspensão da atividade por até quatro meses em 2020, devido a pandemia do coronavírus, e uma retomada tímida em alguns destinos em agosto do mesmo ano, como em Corumbá, a temporada da pesca esportiva em 2021 deverá reconquistar os turistas para os rios das bacias do Paraguai e do Paraná. O setor está confiante com o cenário que se desenha, onde as reservas estão se processando no ritmo das grandes temporadas.

“A chegada da vacina (contra a covid-19) deu uma animada e já percebemos uma retomada, os agendamentos estão se confirmando e esperamos um bom ano de pesca”, afirma a empresária Rubiane Pazeto, de Coxim, um dos principais polos de pesca esportiva do Estado. “Tivemos muitos cancelamentos em 2020, por conta também do lokdau na cidade, e conseguimos operar apenas no último mês de pesca”, completa.

Rubiane é dona do barco Chalana Vitória Abençoada (contato: 99951.5395), que tem capacidade para 18 pessoas e opera no Rio Taquari, até a uma distância de 190 km da cidade, que fica situada na região Norte do Estado e a 250 km de Campo Grande pela BR-163. Outro empresário da região que está otimista com a temporada é Luis Alexandre Carvalho, do Hotel Rio Coxim (contato: 99939.6861). Ele atua com pesca e passeios ecológicos.

“No ano passado conseguimos operar com um grupo apenas, mas com certeza vamos recuperar o prejuízo em 2021. A procura pelo destino voltou, os pescadores estão confirmando reservas e a expectativa é das melhores”, diz Carvalho, que está investindo na construção de um rancho de pescador na beira do Taquari. Ele lembra que a fama da pesca em Coxim atrai grandes personagens, como o cantor e compositor João Bosco.

Rios se recuperam

Outros destinos de pesca também estão apostando em um bom ano, como a região do distrito de Águas de Miranda (conhecido como “21”), em Bonito; Miranda, Porto Murtinho, Aquidauana e Corumbá. A concentração de chuvas desde janeiro, com precipitações acima da média no período, recompôs os principais afluentes do Rio Paraguai. O rio Miranda atingiu cota de alerta e o Aquidauana e o Taquari estão com níveis normais.

“Estamos acreditando na recuperação, o peixe voltou a aparecer e os clientes estão se reorganizando para retornar a Murtinho”, afirma Marco Aurélio Nunes, dono da Pousada do Pescador (contato: 99182.6733). O empresário reformou seu empreendimento, hoje com 63 leitos e uma estrutura de lanchas e botes de 30 a 200 HP e está confiante. “O Pantanal tem um apelo muito forte e recebemos turista de todo o Brasil, o ano de 2020 é passado”, aposta.

Em Corumbá, a expectativa é de receber 30 mil pescadores na temporada – média dos últimos anos, exceto 2020. A cidade tem a maior estrutura para a pesca esportiva em operação no Rio Paraguai: 30 barcos-hoteis, com capacidade entre 30 a 100 pessoas. Hoje operam com lotação restrita e rigoroso controle de biossegurança. No Passo do Lontra e no Porto da Manga, com acesso pela Estrada-Parque, hotéis, pousadas e pesqueiros estão operando normalmente.

Pesca de jau no Rio Paraguai, no porto-geral de Porto Murtinho: emoção na "briga" com o peixe. Foto Saul Schramm

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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