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Relatório sobre os córregos de Ladário é apresentado por estudantes da UFMS

07 dezembro 2016 - 09h48Redação

O prefeito José Antonio Assad e Faria, recebeu na tarde desta, segunda-feira, 05 de dezembro, a primeira etapa do Projeto de Geoprocessamento dos Córregos de Ladário. Todo o trabalho foi executado por cinco acadêmicos do curso de Engenharia Ambiental, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, que estiveram no município, elaborando estudos e pesquisas sobre os córregos que atravessam a cidade.

Toda a pesquisa foi realizada, através do contato entre a Fundação do Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural deste município, e acadêmicos do curso de Engenharia Ambiental, que participaram  do Projeto Rondon, em 2015.

Logo após a primeira visita, idealizou-se um Projeto de Cooperação Técnica entre o Município de Ladário e a UFMS, frente às necessidades da cidade quanto à espacialização e conhecimento acerca de seus córregos e drenagens urbanas.

Ao todo, oito pontos, do córrego Teixeira, mais conhecido como “Chico”, foram estudados pelos universitários e enviados a laboratórios da Capital e Corumbá, que diagnosticaram os problemas e também o lado positivo de cada ponto.

O projeto teve o intuito de elaborar estudos de análise ambiental para a Prefeitura de Ladário, especificando temas como a preparação de carta de cursos d´água urbanos; identificação e nomeação dos córregos urbanos; análises pontuais de parâmetros físicos e químicos dos córregos de maior relevância através da sonda de multiparâmetros HORIBA.

Para o chefe do Executivo ladarense, a execução do projeto proporciona à Prefeitura, uma base de dados para a gestão municipal, as pesquisas são de suma importância, pois a cidade passou por um processo de degradação muito intenso.

“O trabalho de vocês é um instrumento muito importante para que possamos ordenar o crescimento da cidade e defender essas áreas, por isso, precisamos divulgar a importância desse trabalho para que se de continuidade. É importante preservarmos o que temos, até porque, todo esse levantamento teria um custo muito alto. A quantidade de áreas ainda não ocupadas é grande, mas existe uma preocupação com aquelas a serem ocupadas. Se não tivermos um processo de defesa dessas áreas, será um problema futuramente”, falou José Antonio.

Totalmente com a sensação de dever cumprido, a acadêmica Izabella Sampaio Carvalho, explicou passo a passo do que foi feito por ela, e pelos seus outros quatro colegas, sempre mencionando a importância dos estudos, colocando os pontos negativos e positivos. Ou seja, os impactos a serem causados, caso não haja uma elaboração de projetos para proteger essas áreas.

“Nós fizemos um trabalho de identificação das drenagens dos córregos aqui no município e elaboramos cartas temáticas com equipamentos, que nos ajudaram a identificar oito pontos dentro do córrego do Chico, seguindo o curso que ele faz por Ladário.  Dentre os pontos positivos, os resultados nos mostram que mesmo com algumas problemáticas, Ladário ainda mantém a sua área verde. A preservação existe e por isso é que se tem que tomar cuidado com essas áreas que ajudam no ordenamento da cidade”, disse Izabela.

Já os pontos negativos, de acordo com a estudante, fica concentrada em toda carga de poluentes que começa no início da cidade e vai sendo transferido ate o rio Paraguai, “a parte mais urbanizada sempre apresenta mais problemas”, lembrou.

Diante disso, os impactos que isso pode trazer ao município, conforme ela é a questão da contaminação da água, mesmo ela não sendo utilizadas dentro das casas, “mas gera uma questão de insalubridade, contaminação do solo, meio ambiente, incomoda e gera acumulo de matéria orgânica, danificando toda essa área que dever ser preservada. Há que existir essa preocupação”, informou a estudante.

Ladário

Maria Gabriela da Silva, que também é acadêmica e esteve envolvida nos estudos, revelou que Ladário foi escolhida, por causa da abertura encontrada na administração, que é bem diferente em outras localidades. E após muitos meses de trabalho, o resultado simplesmente foi satisfatório, podendo contribuir para o crescimento local.

“Através disso tudo, as pesquisam servem para a administração planejar tanto o plano diretor, que tem que ser atualizado de quatro em quatro anos, e as obras pela cidade, já que Ladário tem muitos territórios para expandir”, ressaltou Maria Gabriela, completando com um alerta, “a população tem que ter consciência de proteger o meio em que vive. Encontramos muito despejo de materiais nos córregos, a ligação com rios e população ainda é muito estreita. Tem que existir isso para melhorar a estrutura do qual habitam”.

Na oportunidade a diretora-presidente da Fundação de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Ligia Lopes Teixeira de Santana, agradeceu aos estudantes e disse estar contente com o resultado.

“Ladário terá um registro cartográfico, coisa que nunca foi feito no munícipio, podendo auxiliar em outros serviços, como na questão ambiental, melhor terreno pra construção e/ou lotear. Um estudo aprofundado que não tinha, e, hoje, deixamos para a futura gestão poder trabalhar”, afirmou Ligia.  

Equipe da pesquisa

Gabriella da Silva Pereira Alves- Graduanda em Engenharia Ambiental

Isabela Sampaio Carvalho- Graduanda em Engenharia Ambiental

Maria Eduarda Alves Ferreira- Graduanda em Engenharia Ambiental

Maria Gabriela Alves Ferreira- Graduanda em Engenharia Ambiental  

Tiago Ramos da Silva- Graduanda em Engenharia Ambiental

Waleria Menezes Barros- Especialista em Geoprocessamento

 

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