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Mato Grosso do Sul deve se tornar o maior produtor de celulose a partir de 2017

17 agosto 2016 - 10h00Correio do Estado

Mato Grosso do Sul será o primeiro estado do ranking nacional de produção de celulose a partir do ano que vem. Projeção foi feita pela diretora de Relações Governamentais e Institucionais da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), na noite de ontem.

Conforme a diretora, até 2020 o Estado vai atrair 64% de todo o investimento privado pelo setor no Brasil.

“Nós vemos o Mato Grosso do Sul com uma vocação muito forte para o eucalipto, pois tem condições geográficas e climáticas favoráveis, além de políticas para atração de investimentos do setor que nos levam a essa projeção realista”, disse, durante seminário “Panorama do Setor Floresta Mundial, Brasileiro e Sul-Mato-Grossense.

Governador Reinaldo Azambuja (PSDB), informou que entre as propostas para solucionar problemas logísticos e deixar o estado mais competitivo, está a negociação para retomada da ferrovia.

“A perenização da Hidrovia Paraná-Tietê também é um avanço logístico para o setor florestal do Estado”, disse.

Conforme o secretário Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruk, celulose já está consolidada no Estado com as principais indústrias mundiais, Fibria e Eldorado. Além disso, área plantada de eucalipto é próxima a um milhão de hectares e expectativa é atrair novos empreendimentos que utilizem essas florestas.

PANORAMA

Conforme o Ibá, nos últimos 10 anos houve crescimento médio de 22% da área plantada de florestas em Mato Grosso d Sul. Com esse patamar de produção, investimentos previstos para o Estado permitirão manter o Brasil como o 2º maior produtor mundial de celulose em 2017.

Ainda segundo Beatriz, participação nas exportações do setor deve ser mais que o dobro a partir de 2018, saltando de 16,5% para 35%.

Engenheiro florestal e diretor da Reflore-MS, Moacir Reis, afirma que apesar do crescimento do plantio, estrutura dos municípios que abrigam o setor, como Três Lagoas e região não estão suportando a demanda e, para dar continuidade ao desenvolvimento do mercado, são necessários investimentos, sendo uma delas a duplicação da BR-162 para que a colheita chegue até a fábrica.

Além do eucalipto, MS também deve aumentar a produção de pinus e seringueira, segundo Verruk.

O futuro já está definido para o Estado. Temos de focar em parcerias público-privadas e aproveitar o conjunto de fatores favoráveis que dispomos, como o clima, mecanização, hidrografia e legislação”, finalizou o secretário. 

 

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