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Material de macaco encontrado morto vai para análise com hipótese de febre amarela

27 janeiro 2017 - 08h15Gesiane Medeiros com informações da PMC

Corumbá registrou o último caso de febre amarela em 2010, na zona rural da cidade, porém com o surto da doença concentrada no estado de Minas Gerais, que ameaça espalhar por outras regiões do país, a secretaria municipal de saúde concluiu por melhor enviar material coletado de macaco prego encontrado morto, no último dia 24, próximo ao Estádio de Futebol Arthur Marinho, para a análise no Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN), em Campo Grande. O resultado deve ficar pronto dentro de 30 a 40 dias.

O animal que pode ser hospedeiro para diversas doenças, foi capturado pelo corpo de bombeiros e enviado para o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) do município, na terça-feira (24) desta semana, onde uma médica veterinária coletou o material que irá apontar a existência ou não do vírus da febre amarela e da raiva.

O caso da doença ocorrido em 2010 evoluiu para óbito por conta do paciente não ter sido vacinado, por isso vale a pena ressaltar que doses da vacina contra febre amarela, estão disponíveis em mais de 10 unidades de saúde do município. São elas: ESF Padre Ernesto Sassida, ESF Gastão de Oliveira e ESF Lucia Maria, em período integral; ESF Aeroporto II, ESF Angélica Anache, ESF Nova Corumbá e ESF Pedro Paulo I no período matutino; e ESF Luiz Fragelli, ESF Beira rio, ESF Enio Cunha I, ESF Humberto Pereira, ESF Pedro Paulo II, ESF São Bartolomeu no período vespertino.

A Secretaria Municipal de Saúde assegura que está tomando todas as medidas preventivas necessárias, e para isso espera contar com o apoio da população, eliminando focos do mosquito aedes aegypti, vetor transmissor da febre amarela urbana, dengue, zica vírus e chikungunya.

A doença

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, não contagiosa. Atualmente, são conhecidos dois ciclos de transmissão do vírus: um urbano, do tipo homem mosquito- homem, no qual o Aedes aegypti é o principal vetor; e outro silvestre.

Os primeiros sintomas da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso.

 

 

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