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Maior escândalo de corrupção da Capital completa 04 anos e ninguém preso ou processado

09 dezembro 2018 - 12h51Sylma Lima

O ano de 2014 foi bem agitado no mundo político da Capital do Estado. Em março de 2014, a Câmara Municipal de Vereadores cassou o então prefeito Alcides Bernal ( PP), após a instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito ( CPI), e por 23 x 3 votos, Bernal foi cassado e perde do comando da Prefeitura após ser eleito no ano anterior e depois de desavenças políticas com os vereadores.

Em setembro de 2015 Bernal conseguiu voltar a Prefeitura por força de ordem judicial e ficou até o fim do mandato em 2016, mas o estrago já tinha sido feito e ele não conseguiu a reeleição. Ganhou o pleito de 2016 Marcos Trad (PSD) numa disputa com a vice-governador Rose Modesto ( PSDB). Bernal não foi para o segundo turno.

Nas eleições de 2018 Bernal tentou o cargo de deputado federal e obteve 46 mil votos, não sendo eleito. A notícia da suspensão dos direitos políticos lhe causou impacto negativo na votação, e seus votos ainda continuam sub judice aguardando recurso no Supremo Tribunal Federal.

A cassação do prefeito pela Câmara de Vereadores da Capital foi alvo de investigação do Ministério Público na chamada “Operação Coffee Break”, resultando na denúncia de 24 pessoas por crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e associação criminosa. Foram denunciados por associação criminosa: empresário João Amorim ( atualmente preso da Justiça Federal), empresário João Baird, Carlos Naegele, Gilmar Antunes Olarte ( ex vice-prefeito), ex-vereador Mario Cesar, ex-vereador Flávio César, ex-vereador Airton Saraiva, empresário Fábio Portela, pecuarista Luiz Pedro Gomes Guimarães, empresário Raimundo Nonato, ex-prefeito Nelson Trad Filho ( eleito senador), e o ex-governador André Puccinelli (atualmente preso por ordem da Justiça Federal). Por corrupção ativa: João Amorim, João Baird, o então vice-prefeito Gilmar Antunes Olarte, ex-vereador Mário Cesar, ex-vereador Flávio César, ex-vereador Airton Saraiva empresário Fábio Portela e por corrupção passiva ex-vereador e atual deputado estadual Paulo Siufi, ex-vereador Edil Albuquerque, ex-vereador Edson Shimabukuro, vereador Eduardo Romero, ex-vereador Jamal Salém, vereador Otávio Trad, vereador Gilmar da Cruz, ex-vereador Waldecy Batista Nunes (Chocolate), vereador Carlos Augusto Borges (Carlão), vereador João Batista da Rocha ( atual presidente da Câmara Municipal de Campo Grande) e o ex-vereador Alceu Bueno ( vítima de homicídio).

A Polícia Federal em outra investigação denominada “Lama Asfáltica”, no inquérito policial nº 530/2015, acabou descobrindo toda a trama criminosa dos vereadores e empresários para cassar Bernal do cargo de prefeito. As provas foram compartilhadas para o Ministério Público Estadual, que resultou na “Operação Coffee Break” com a denúncia das 24 pessoas.

Apesar da denúncia criminal do Ministério Público, até agora o processo segue sem solução na 6º vara criminal de Campo Grande, sob segredo de justiça com número 1601825-78.2015.8.12.0000. Ninguém foi preso ou processado e muitos denunciados foram reeleitos vereadores e até mesmo Nelsinho Trad, também denunciado e respondendo a vários processo de improbidade na Capital, acabou sendo eleito senador por 8 anos. Só num processo de improbidade contra Nelsinho Trad, empresa Solurb e outros, o valor da ação é de 100 milhões de reais.

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